sexta-feira, novembro 05, 2004

Comentário ao artigo "A educação intercultural na escola e o reconhecimento do outro diferente"

O “projecto educativo intercultural depende da interacção dos actores sociais e da mediação cultural". Mas para tal, é preciso que os actores mudem as práticas que, julgo, é o que não se tem conseguido, pelo menos, na totalidade. E, “não se muda uma instituição sem mudar as práticas que a produzem no dia-a-dia” Benavente (1991).
Para lidarmos com a sociedade em contínua mudança temos que ser capazes de gerir o currículo de uma forma flexível e não estanque. Nas perspectivas multiculturais estamos perante “uma disputa sobre as políticas de identidade e as políticas de cultura” (Torres, 1998). Mudar a nossa personalidade é o passo mais difícil e um dos mais importantes. Ainda temos tendências para ensinar certezas e conhecimentos que parecem ser únicos e absolutos, conforme refere Edgar Morin numa entrevista e, reforça a mensagem referindo que “é preciso mostrar à criança como compreender a si mesma para que possa compreender os outros” e o mundo em geral. O respeito, a compreensão e a valorização das culturas em minoria permite-nos o reconhecimento de uma escola em que todos somos diferentes e, a valorização de projectos que abordem a constante alteração do nosso “planeta” através da comunicação intercultural (sem despersonalizar nem aculturar).


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