quarta-feira, novembro 10, 2004

Comentário ás considerações do Sr. Professor sobre as nossas reflexões- o princípio da descriminação positiva

Comentário ás considerações do Sr. Professor sobre as nossas reflexões


Em relação ao princípio da “discriminação positiva”, que teria como efeito conceder aos mais desfavorecidos condições de excepção para superarem as suas dificuldades (pegando no exemplo do comentário poderia ser a instituição de um sistema de quotas no acesso ao ensino superior, também poderíamos falar em criar quotas para a representação parlamentar) estou de acordo com a perspectiva de Clabaugh quando diz que se trata de prolongar a descriminação com base em características adquiridas, embora com um objectivo positivo de criar maior justiça e igualdade, transformando as referidas características em vantagens.
Os exemplos descritos por Clabaugh, embora um pouco exagerados, mostram-nos o tipo de injustiças que se poderão criar através da discriminação positiva.
Uma outra situação que poderá ocorrer é o desinvestimento do aluno que sabe que está defendido por uma sistema de quotas que lhe assegura uma vaga, sem ter que estar entre os melhores. Que estímulo tem este aluno para estudar? Onde cabe o conceito de mérito pessoal?
Penso que todos concordaremos que a mudança tem que ser feita na base e não no final do percurso. O Currículo deverá ser estruturado de modo a não priviligiar raças, sexo, grupos sociais,
Este debate, refiro por curiosidade, existe na Psicologia em relação aos testes de Q.I. pois verifica-se que uma grande parte destes testes se baseiam em elementos da cultura dominante, prejudicando indivíduos de proveniências diversas. Para resolver este problema foram criados os testes livres de cultura, baseados no uso e manipulação de elementos abstractos, símbolos, apelando ao raciocínio lógico e capacidades de organização espacio-temporal.

Sara Cardoso
10 de Novembro de 2004

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