quarta-feira, novembro 03, 2004

A propósito do texto "A Educação Intercultural na Escola e o Reconhecimento do Outro Diferente".

Concordo com a ideia de que cada vez mais são necessárias políticas educacionais que viabilizem o projecto intercultural e considero que este trabalho passa, também, por outros sistemas – nomeadamente a família. A aprendizagem é mais genuína se tiver o exemplo na família. É algo que não é imposto mas que naturalmente se vive/se pratica – acolher, integrar, dar, receber, etc. É na pedagogia dos gestos, no emprego de práticas de respeito pela diversidade na vida diária que se fomenta a educação intercultural. Por isso, quando um jovem não respeita um colega de uma outra cultura, para a escola alterar este comportamento, ela terá que chegar à família. O difícil é conseguir chegar junto da família e alterar-lhe os hábitos. Estes pequenos núcleos que constituem uma comunidade/sociedade, embora abertos ao exterior, por norma são muito resistente às mudanças. Daí que seja difícil retirar a influência da família na criança/jovem. Já Jesus Cristo dizia: “Deixem a família e venham comigo”.
Assim sendo, a Escola tem que partilhar os seus problemas, abrir-se ao exterior, trabalhar em parceria com as instituições e a comunidade em geral uma vez que os problemas da Escola são os problemas da comunidade em que está inserida. As mudanças dão-se em termos sociais e por sua vez têm repercussões na família e só depois no jovem.

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