quinta-feira, outubro 27, 2005

Como pode o curriculo promover a igualdade de oportunidades aos alunos com necessidades educativas especiais

Ainda a propósito de Currículo
"A política para a igualdade de oportunidades (IO) poderia dizer que o currículo irá encorajar os alunos a reconhecer que as comunidades do mundo inteiro têm valores, tradições e culturas diferentes e que serão ensinadas aos alunos línguas, ciências, artes e outras formas culturais fora do mundo ocidental. A expressão prática deste princípio será vista no contexto de esquemas de trabalho para as diferentes disciplinas e na diversidade de recursos disponíveis na escola. Será também vista em exposições, nas visitas de estudo feita pelos alunos, e nos recursos, humanos e outros, trazidos para a escola, tais como exposições e grupos de teatro. Mais especificamente, a política de IO poderia dizer, por exemplo, que o leque de colocações para um estágio laboral experimental deverá ser para todos os alunos e que as colocações serão cuidadosamente verificadas de modo a assegurar que todos os alunos tenham uma experiência de aprendizagem segura e positiva. A política de estágios experimentais deverá pormenorizar o leque de colocações disponíveis e como se cuidará das necessidades dos alunos com dificuldades ou deficiênciasde aprendizagem particulares; as providências que serão tomadas para asseguar que a colocação é adequada para o aluno; qual a utilização dada à informação prestada pelos alunos nas sessões de análise da experiência no final desta, particularmente se tiverem sido alvo de descriminação ou preconceito."

Rose, R., Floriani, L. e Tilstone, C. (1998, p.107), "capítulo V ", in Stória Editores, lda, Promover a educação inclusiva, Lisboa, Instituto Piaget

Fica a pergunta no ar. É esta a realidade praticada pelas escolas?

Sandra Aragão, Paula Baptista, Bárbara Barreto

3 comentários:

AnaOliveira disse...

Deixo, também, uma questão: Quem "faz" as escolas?

AnaOliveira disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Margarida disse...

Realmente não sei responder a nenhuma das questões, por não ter dados nenhuns sobre as mesmas. Mas uma coisa sei: esta sociedade não encara os indivíduos com deficiências específicas como cidadãos de iguais direitos humanos. Não faltam exemplos e os "flashes" mais instantâneos que tenho são por exemplo todo o mobiliário urbano ser destinado unicamente ao ser "padrão", ou seja, apesar de já se começar a ver aqui e acolá umas rampas de acesso a edifícios, continuam na maioria das vezes os botões de elevador numa altura não acessível a quem tem ou é obrigado a ter uma altura baixa; muitos dos sinais de trânsito estão num nível de altura demasiado baixo; as caixas de multibanco não foram pensadas para quem anda numa cadeira de rodas, e etc., etc., etc.. Exemplos não faltam; faltam atitudes.