quarta-feira, Outubro 19, 2005

A diversidade cultural na escola

Gostaria de partilhar convosco esta definição de educação:
Segundo Delors (1996), a educação é veículo transportador de cultura e valores que têm por objectivo estabelecer vínculos sociais assumindo-se como um verdadeiro espaço de sociabilização que faz da diversidade factor positivo.
In Delors, J. 1996, (org.) Educação um tesouro a descobrir, Porto, Ed. ASA

De facto, diversidade, deve ser um factor determinante na construção dos projectos curriculares, a escola deve entender a diversidade cultural (diferentes origens, classes sociais, valores) não como algo que deve ser atenuado, fazendo com que todos pareçam iguais quando não são, mas como algo enriquecedor para um currículo autónomo, e por isso com objectivos específicos, mostrando as diferenças, valorizando-as, fazendo do espaço escola um lugar para o exercício de uma educação mais feliz para todos, onde valores e culturas coabitem respeitando-se e entendendo-se.
A escola deve ser um espaço de inclusão, onde, a direcção da escola, professores e alunos estabeleçam um compromisso com base na coesão social, estes princípios devem ser transversais aos conteúdos de cada disciplina. Princípios esses, que devem ser o conhecimento e respeito pelas culturas, só assim se consegue encontrar um equilíbrio entre alunos de diferentes origens.
As questões levantadas por Luís Barbosa em “Uma visão Horizontal “demonstram uma visão lúcida sobre o nosso “défice cultura” que apenas poderá ser ultrapassado quando compreendermos todos que “ a arte é tão necessária como o ar que respiramos”.
Eu, apenas acrescento, arte na sua diversidade.
In, Barbosa, L. (2002). “Uma visão Horizontal “

5 comentários:

IsabelDomingues disse...

Ana Carreira, também me revejo nas tuas reflexões relativamente à imagem da escola como um espaço onde a diversidade cultural naturalmente existe e acontece. De facto, os agentes que intervêm nessa realidade são diversos nas vivências que possuem e que para ela transportam.
Os projectos curriculares (de escola e de turma) são fruto (ou deveriam ser!) do reconhecimento daquela consciência. O traçado de um caminho harmonioso onde a riqueza da diversidade dos alunos se articule com as novas experiências(conteúdos e culturas também diferentes) que outros interbvenientes (os professores) facultem permitem estabelecer um ponto de encontro na troca de variadas aprendizagens. Assim, a cultura de cada indivíduo é um apelo à aceitação da do outro e indubitavelmente à partilha e por isso à elevação da formação de seres mais completos.
Quanto às questões levantadas por Luís Barbosa em «Uma visão horizontal» no contexto da cultura geral do povo Português, dei por mim a lembrar-me, à medida que me aproximava do fim das suas reflexões, do que ouvi dizer no passado mês de Setembro ao Professor Pires Laranjeira (Professor na Universidade de letras de Coimbra), mais ou menos nestes termos: «Enquanto os responsáveis deste país não entenderem que as crianças precisam estabelecer, desde o jardim de infância e ao longo do seu percurso escolar, um estreito e gradual contacto com as diversas formas de expressão artística como uma condição vital ao desenvolvimento da sua sensibilidade e do seu pensamento e raciocínio, o ensino continuará a ser precário.».
Partilho da opinião que a permuta de experiências artísticas fornece aos indivíduos ferramentas necessárias para entenderem o mundo presente e desenvolverem uma relação mais próxima de si mesmos e do seu ambiente envolvente (natural, social e cultural)
Isabel Domingues

AnaOliveira disse...

Estou COMPLETAMENTE de acordo contigo Ana.

AnaOliveira disse...

E contigo também Isabel.

Delfim Peixoto disse...

Eu estou de acordo com as três

Anónimo disse...

Adorei e acho que deveria ser dessa forma.