quinta-feira, outubro 27, 2005

Teoria das Inteligências Múltiplas

Howard Gardner, psicólogo americano é o autor da teoria das inteligências múltiplas. Howard definiu sete inteligências a partir do conceito de que o ser humano possui um conjunto de diferentes capacidades. São elas:
a) Lógica-Matemática - está associada directamente ao pensamento científico, ao raciocínio lógico e dedutivo.
b) Linguística - está associada à habilidade de se expressar por meio da linguagem verbal, escrita e oral.
c) Espacial - está associada ao sentimento de direcção, à capacidade de formar um modelo mental e utilizá-lo para se orientar.
d) Corporal-Cinestésica - está associada aos movimentos do corpo que pode ser um instrumento de expressão.
e) Interpessoal - está associada à capacidade de se relacionar com as pessoas.
f) Intrapessoal - está associada à capacidade de se estar bem consigo mesmo, de conseguir administrar os próprios sentimentos.
g) Musical - está associado à capacidade de se expressar por meio da música, ou seja, dos sons, organizando-os de forma a partir dos tons e timbres.
A Teoria das Inteligências Múltiplas escolheu as capacidades que são universais na espécie humana. tem em conta as origens biológicas de cada capacidade.
Outros autores consideram que o meio e a aprendizagem poderão alterar o desenvolvimento cognitivo. Gall delimitou trinta e sete faculdades humanas e Guilford categorizou cento e vinte vectores da mente. Thurstone defende um conjunto de aptidões mentais primárias, sem qualquer proeminência entre elas.
Assim sendo, a inteligência pode ser definida como a capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos que sejam valorizados num ou mais ambientes culturais ou comunitários.

5 comentários:

AnaOliveira disse...

Rui, partindo do teu post faço aqui uma transcrição que me parece interessante, pois remeteu-me para a aplicabilidade das teorias de Gardner em contexto escolar...

"Educar é eduzir: não no sentido de "deitar para fora" o que originariamente já estivesse silenciosa (ou silenciadamente) contido no interior de cada um, mas na perspectiva de fazer desabrochar a construção própria de um itinerário no viver. É uma constitutiva tarefa de cultivo que, em relação e por relação, se vai sedimentando. Por isso, a escola é lugar do encontro e do confronto da e com a pluridimensionalidade. Por isso, a escola é oficina de cultura: local de trabalho. Por isso, a escola é já um espaço institucional de apetrechamento e de estímulo para um exercício da criatividade. A escola é tudo isto, mas a escola tem de assumir-se acrescidamente como tal, sob pena de desencantadoramente converter o seu ser efectivo num mero dever-ser sempre elogiado, mas jamais realizado."

Moura, José Barata in Patrício, Manuel Ferreira (2001, p.114). Escola, Aprendizagem e Criatividade. Porto: Porto Editora.

barbara barreto disse...

Tendo em conta o que abordaste acerca das inteligências múltiplas de Howard Gardner, achamos pertinente (Bárbara, Paula e Sandra ), dar um pequeno contributo, enquanto professoras e intervenientes no processo educativo.
O professor perdeu o seu espaço e torna-se um veículo transmissor de informação. Hoje em dia, o “estrado” desapareceu, dando lugar a um trabalho de “bastidor”, na formação do indivíduo.

Concordamos com Celso Antunes quando diz:
“O papel da escola, entretanto, renova-se com estudos e descobertas sobre o comportamento cerebral e, nesse contexto a nova escola é a que assume o papel de “central estimuladora da inteligência”. Se a criança já não precisa de ir à escola para simplesmente aprender, ela necessita da escolaridade para “aprender a aprender”, desenvolver as suas habilidades e estimular as suas inteligências. O professor não perde espaço nesse novo conceito de escola. Ao contrário, transforma a sua na mais importante das profissões, por sua missão de estimulador da inteligência e agente orientador da felicidade.”

Antunes, C.(2005, p.11), “O que é inteligência”, in Asa editores, As inteligências múltiplas e os seus estímulos, Lisboa, Edições Asa

Comentário efectuado por:
Sandra Aragão, Paula Baptista e Bárbara Barreto

barbara barreto disse...

Tendo em conta o que abordaste acerca das inteligências múltiplas de Howard Gardner, achamos pertinente (Bárbara, Paula e Sandra ), dar um pequeno contributo, enquanto professoras e intervenientes no processo educativo.
O professor perdeu o seu espaço e torna-se um veículo transmissor de informação. Hoje em dia, o “estrado” desapareceu, dando lugar a um trabalho de “bastidor”, na formação do indivíduo.

Concordamos com Celso Antunes quando diz:
“O papel da escola, entretanto, renova-se com estudos e descobertas sobre o comportamento cerebral e, nesse contexto a nova escola é a que assume o papel de “central estimuladora da inteligência”. Se a criança já não precisa de ir à escola para simplesmente aprender, ela necessita da escolaridade para “aprender a aprender”, desenvolver as suas habilidades e estimular as suas inteligências. O professor não perde espaço nesse novo conceito de escola. Ao contrário, transforma a sua na mais importante das profissões, por sua missão de estimulador da inteligência e agente orientador da felicidade.”

Antunes, C.(2005, p.11), “O que é inteligência”, in Asa editores, As inteligências múltiplas e os seus estímulos, Lisboa, Edições Asa

Comentário efectuado por:
Sandra Aragão, Paula Baptista e Bárbara Barreto

Margarida disse...

H. Gardner quando elaborou a teoria das Inteligências Múltiplas, nunca supôs que este trabalho abrangeria um número tão vasto de interessados (aliás, ele pensava que o trabalho seria melhor compreendido pelos seus colegas psicólogos; o que não aconteceu, porque estes continuam na sua maioria a considerar unicamente um tipo de inteligência generalista) nem que este trabalho seria final. A comprová-lo, ele elaborou um texto no ano de 2004 intitulado "Audiences for the Theory of Multiple Intelligences", onde considera que a sua teoria dos oito tipos específicos de inteligência deve ser revista ou repensada e se necessário até acrescentada. Algumas das fronteiras entre as inteligências devem ser reconsideradas e reestruturadas.
Para além disso, acrescenta igualmente um terceiro cambiante de inteligência a ser pensado: como agir inteligentemente (ou estupidamente) – e este só pode ser elaborado em termos dos objectivos e dos valores de um indivíduo particular inserido numa sociedade específica. As outras duas variantes de inteligência focadas nos seus trabalhos anteriores são: a inteligência como um traço universal (a inteligência da humanidade) e a inteligência como diferença individual (ex: o João tem mais inteligência espacial do que o António).

Fonte: http://www.tcrecord.org/Content.asp?ContentID=11521

IsabelDomingues disse...

Rui, pactuo com a reflexão que conclui a abordagem que apresentaste relativamente à teoria das inteligências múltiplas. A inteligência traduz-se em factos que exploram as capacidades dos indivíduos no processo de procura de respostas aos desafios que o quotidiano a par e passo impõe. Apenas tenho um senão a acrescentar ao que referes em relação à sua capacidade de elaborar produtos que sejam valorizados num ou mais ambientes culturais ou comunitários. Concordo que esta capacidade está intrinsecamente relacionada com o(s) meio(s) cultural(ais) onde se processa, no entanto não creio que a sua valorização dependa unicamente dos pressupostos de um ou mais ambiente culturais dependem também de uma valorização individual assente numa “cultura pessoal”, onde a experiência que é realmente vivida por um indivíduo concorre para o enriquecimento desses meios, pois só dessa forma existe a possibilidade de serem estabelecidas permutas culturais. Acho que faltava a dimensão pessoal da inteligência à tua conclusão. O ser humano pertence naturalmente a um ser colectivo, mas é a sua individualidade que confere diversidade cultural a essa entidade colectiva.

Referência bibliográfica:
Jean, George (1978) “Cultura Pessoal e Acção Pedagógica”, Bélgica: edições ASA