quinta-feira, novembro 24, 2005

A avaliação da obra de arte: Uma perspectiva

Espero que este post contribua para o entendimento da arte, neste caso concreto a exposição de T.H., e, por pensar que arte feita desta forma é a valorização do “ser consciente” “do crítico biográfico” de que tanto nos falou Bettancourt no seminário como posição anti – globalização. Não será esta a posição do autor? Será que o autor não contempla uma atitude analítica sem ter que ter esse carácter subjectivo.
Daí a publicação deste pequeno texto de Omar Calabrese sobre a avaliação da obra de arte e uma diferente forma de ver arte

"A Avaliação da Obra de arte. Uma perspectiva
Apesar de uma certa generalização nas observações que desenvolvi até agora, permito-me concluir aproximadamente mais do plano teórico. Convêm lembrar uma vez mais que o chamado «pecado de ininteligibilidade» da linguagem da crítica de arte não existe ou é venial, se o tomarmos como vício particular ou contemporâneo. No entanto, a sua pertença a uma tradição cultural transforma-o em pecado grave. De facto, a crítica de arte actual procura mudar as suas origens e os seus filões conceptuais dominantes. Esforça-se, principalmente, (até por outras razões contingentes, como o desenvolvimento dos média, como já comentamos) por não ficar presa no seguinte beco sem saída: por um lado reivindica a subjectividade do juízo de valor e, entretanto, exprime uma auto – reflexão apreciativa; por outro finge reencontrar os valores directamente em fenómenos, embora os negue em teoria.Por conseguinte, debate-se na contradição entre dois impossíveis. Haverá outra de entender o problema da avaliação? Uma forma capaz de evitar o subjectivismo selvagem e a ficção da objectividade? Uma forma mesmo que parcial, de escapar às generalizações dogmáticas, conservando certas garantias de coerência argumentativa?"

Calabrese, Omar, 1993, Como se lê uma obra de de arte
Lisboa, Edições70

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