domingo, novembro 20, 2005

Ciência do Eu - Implicações Curriculares

“É com o coração que vemos claramente;
o que é essencial é invisível aos nossos olhos.”

ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY, O Principezinho.


Karen Stone MacCown, criadora do currículo da Ciência do Eu e directora de uma escola particular americana (Nueva Learning Center), diz que a aprendizagem não acontece isolada dos sentimentos das crianças, e que a literacia emocional é tão importante para a aprendizagem como o ensino da matemática ou da leitura.
A Ciência do Eu é um projecto pioneiro onde as disciplinas assumem nomes como “desenvolvimento social” ou “aprendizagem social e emocional”, estando ligadas à teoria de Howard Gardner usando a expressão de “inteligências pessoais”. O grande objectivo é fazer subir o nível da competência social e emocional das crianças como parte da sua educação normal. Os temas ensinados incluem a autoconsciência dos sentimentos, construção de vocabulário e as ligações entre pensamentos, sentimentos e reacções, assim como, compreender os outros, aprender as artes da cooperação, da resolução de conflitos e respeitar o “Eu” e o “Ele”.
Este projecto é um exemplo claro da passagem do invisível para o visível num currículo.

Existem também projectos onde o currículo não foi visivelmente construído, tendo essas matérias em conta, pois não ocupam tempo de aulas como disciplina. Apenas infiltram as suas lições no próprio tecido da vida escolar (Competência Social e Emocional Invisível). Exemplo disso é o Projecto de Desenvolvimento da Criança, dirigido pelo Psicólogo Eric Sharps na Califórnia e aplicado em várias escolas de bairros pobres. Aqui não existem implicações notórias no currículo. Sharps simplesmente oferece material e propõe histórias que facilitam a discussão de assuntos como a empatia, os conflitos, o ciúme, de maneira discreta e inserida nas disciplinas tradicionais.

As minhas leituras do livro de Daniel Goleman, encontraram estes dois exemplos que principalmente mostram as implicações curriculares (visíveis e invisíveis) de uma questão como as emoções, os afectos, “as inteligências pessoais”, tão importantes e fundamentais na aprendizagem e no crescimento de crianças e adultos felizes e capazes.

Goleman, Daniel, Inteligência Emocional, 1995, Circulo de Leitores.


1 comentário:

antónio rui disse...

muito bom este post lizeta:)
chamas aqui subtilmente À atenção, tal como o autor do PRINCIPESINHO, SOBRE o
Conhecimento de competências emocionais, nomeadamente as competências pessoais que determinam a forma como nos gerimos a nós próprios bem como as competências sociais que determinam a forma como lidamos com as relações.
são também aqui, identificadas e explicadas competências: Pessoais (auto-consciência, auto-regulação, motivação) e Sociais(empatia, influência, comunicação, gestão de conflitos, liderança, catalisador da mudança, criar laços, colaboração e cooperação e capacidades de equipa/s).

as invisibilidades que se vêem!