quarta-feira, novembro 09, 2005

A presença de laços afectivos na Integração é crucial

Um comentário ao post da Ana Oliveira "Não há Integração sem laços afectivos".
Uma reflexão individual e partilhada, em conjunto, com os colegas.
A integração, só é bem sucedida se coexistir afecto e bom senso entre os vários intervenientes, que procuram resolver problemas significativos e úteis à sobrevivência, numa sociedade em mudança, num mundo contemporâneo e tecnologicamente avançado.
Há que actualizar e despertar consciências, através do investimento, como se vem fazendo, com tanta persistência, nas tecnologias.
A primeira actuação deve reunir e ponderar os vários pontos, realidades e estratégias possíveis a adoptar, para que a integração possa sobreviver, fortalecer e dar frutos, de uma forma metafórica, como acontece nas “árvores”.
Concordo, que a construção de caminhos não é fácil, porque estamos a lidar com seres humanos e com antecedentes históricos, fortemente vincados na sua identidade pessoal, ligados à família, às origens e aos valores que os identificam. Assim, há que auto-estimular todos estes seres, para uma integração saudável, unida e consistente, se existir um diálogo aberto, compreendido, uma troca e partilha de informações, um trabalho organizado e comum. Digo, que o entendimento da língua entre as duas culturas é fundamental, mas o principal é a comunicação que se estabelece e se coaduna entre ambos.
Neste sentido, considero que se o bom-senso, o respeito pelo eu e pelo outro, a aceitação e nomeadamente a compreensão e o entendimento mútuo, equilibrado, afastado de interesses políticos, conceitos, estereótipos, existirem em percentagens "equiparáveis", tudo se consegue, tudo se experimenta e onde todas as oportunidades são oferecidas a todos, da mesma forma, no mesmo espaço e tempo.
A Escola, a Família, a Sociedade e a Cultura devem marcar e compreender a diferença, se construírem possibilidades, alternativas, mostrar caminhos, soluções, em constante valorização pessoal, social, cultural e auto-avaliação.
Um desafio enorme, que requer apoio, participação e colaboração, de todos e para todos, no mesmo sentido e com a mesma finalidade.
É urgente, uma nova atitude face à mudança.
É preciso optar pela “transparência”, pelo diálogo, pelo interesse público, pela igualdade e pelo dinamismo, segundo princípios morais, éticos, familiares, sociais e culturais, onde as desigualdades e as minorias constituem os principais problemas a reflectir e a agir activamente, directamente no campo de trabalho, com os respectivos públicos.

Sofia Torre

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