segunda-feira, novembro 07, 2005

A propósito da inclusão...

Estive indecisa na apresentação destas imagens, contudo, seleccionei as que não apresentam as crianças de forma tão explícita (estas fotos façam parte dos registos fotográficos do Projecto Mus-E e são utilizadas em apresentações públicas do mesmo).

Quando falávamos de inclusão ocorreu-me a intervenção que fazemos na escola, incluindo sempre as crianças nas actividades, fomentando a sua auto-estima e o espírito de colaboração e solidariedade das outras crianças... Mesmo quando as limitações físicas são evidentes... as aulas de capoeira e dança africana são experimentadas por TODOS!

Contudo, na concretização do Mus-E, também já nos deparámos com situações muito complicadas, em que a falta de apoio sistemático do ensino especial dificultou BASTANTE a intervenção, mas o nosso esforço é no sentido de fazer tudo que está ao nosso alcance.

1 comentário:

IsabelDomingues disse...

Ana, também conheço a realidade do Ensino Especial. Quando referes a falta de recursos e apoios por parte das entidades para facilitar este tipo de ensino a quem mais precisa, também assim o sentimos nós professores do ensino público onde este tipo de “recurso” passou, creio que em 2000, (se não me engano!) a deixar de ser obrigatório e apenas concedido às escolas cujo número de alunos justificasse a sua integração.
Os meus poucos anos de trabalho têm-me ensinado que o ensino especial é uma forma particular de promover numa escola o respeito pela diferença e entendo que a sua prática é tanto mais frutuosa quanto maior é o envolvimento dos responsáveis que directamente com ela trabalham, mas para isso é preciso envolvimento efectivo, trabalho.
Neste, como noutros anos, tenho vindo a testemunhar o acomodamento da nossa classe profissional às conhecidas soluções de “adaptações curriculares” modelo e que são comuns a todas as escolas. Medidas diferenciadas e até passíveis de surtir alguns efeitos ou não são muito bem aceites porque contrariam ritmos de trabalho com “massas” ou são de aplicabilidade difícil porque o número de alunos nas turmas não permite o seu correcto ou melhor mais produtivo desenvolvimento.
As regras que vêm regendo este tipo de ensino não se têm mostrado efectivamente inclusivas porque penso não serem compreendidas, primeiro pela classe docente que não foi prepara durante os anos de formação para enfrentar este tipo de problema e pela falta de apoios directos por parte das entidades organizadoras porque desconhecem, a meu ver, as realidades particulares de cada comunidade escolar.