quarta-feira, novembro 16, 2005

Publicação na revista Time

Ao ler a revista Time de 26 de setembro, 2005, a secção de cartas era dirgida a comentários da publicação de um artigo, do mês anterior intitulado " The Lost Tribes of Europe", entre as quais constava uma carta de Portugal onde dizia, passo a citar:
"Portugal ethnic minorities are such a minority that they don’t even appear in your article! As a good ethnic-minority integration, the Mirandese dialect, spoken by approximately 10000 people in northeastern Portugal, was recognized by the state in 1999 as the second language in the area. Globalization can coexist with the cultural richness offered by ethnic minorities. History has proved the terrible consequences of oppressing subcultures that don’t align with the dominant culture. Your article may help shed light on the treasures of cultural diversity and bring more social awareness throughout the world" - Alberto Rouiller, Lisboa
Nesta pequena carta podemos ler algumas respostas à segunda questão levantada pelo professor Varela Freitas.
O caso do dialécto Mirandês é sem duvida um exelente exemplo de uma adptação curricular a toda uma comunidade (cerca de 10000 pessoas) com predesposição para a perservação da sua própia cultura; talvez este seja o factor que mais contribuiu para o seu sucesso.

1 comentário:

AnaOliveira disse...

Acerca do mirandês... visto em 1969!

"O mirandês e os falares afins de Guadramil e Rio de Onor, devem considerar-se dialectos leoneses. As circunstâncias primitivas, derivadas do facto da terra de Miranda estar incluída, nos tempos romanos, no convento jurídico asturiense explicam a existência nos extremos nordestes de Portugal dum falar de estirpe leonesa (...) assim, o mirandês é uma língua autóctone, pois não é proveniente das migrações da era da Reconquista".
(...)
"Os casos especiais de Rio Onor e Guadramil, onde se falam dialectos aparentados ao mirandês, representam a sobrevivência de influências muito remotas em vales completamente isolados, numa região montanhosa, quase erma. Os dois povoados (...) constituem um mundo à parte. É preciso ir de Bragança até lá, através de mais de quatro léguas de áspera serrania coberta de urze, para compreender porque perduram aí dois idiomas que, ao todo, não chegam a ser falados por trezentas bocas".

(1969/1ª edição; 1995/3ªedição) Guia de Portugal, Trás-os-Montes e Alto Douro, I - Vila Real, Chaves e barroso, 5º vol., 3ª edição, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.