terça-feira, janeiro 10, 2006

A educação artística dentro da Educação Plural

Depois de ler o post da Ana Oliveira decidi comentar e mostrar o texto que já tinha realizado anteriormente sobre a Educação Plural a partir das várias formas de conhecimento. E ainda a partir das experiências, vivências e do meio envolvente de cada criança. Defendo que a junção das mesmas contribui para a formação e o desenvolvimento de cidadãos cada vez mais conscientes, activos, críticos e criativos na sociedade. No fundo, conseguirem resolver problemas e, consequentemente, tomar várias decisões úteis e significativas ao longo da vida.
De uma forma geral vejo a educação como o instrumento de mudança.
Essencialmente, a educação engloba um conjunto de saberes diversos que devem ser conjugados mutuamente num clima afectivo, satisfatório e autónomo para os vários intervenientes, especialmente, para professores e alunos. Segundo entendo a educação, em percentagens equilibradas, no âmbito das letras, das ciências e das artes, proporciona uma interdisciplinariedade e uma multiculturalidade mais ajustadas à personalidade da criança, aos valores, à capacidade criativa, ao ritmo de trabalho e de aprendizagem.
Em relação à educação artística o educador Sousa considera que a arte é“(...) uma educação que proporciona uma equilibrada cultura geral, com vivências culturais no âmbito das letras, das ciências e das artes, que levará a um melhor desenvolvimento da pessoa, no seu todo. (...)”(2003: 61). E ainda possibilita, uma crescente reflexão e um aumento da capacidade cognitiva.
Então qualquer professor deve deixar fluir a criatividade e sempre que possível a criação, e ainda deve conduzir/mediar o ensino aprendizagem, a informação, os conhecimentos segundo uma visão ampla, aberta, diferente e capaz de enriquecer a realidade.
Verifico na minha prática pedagógica que a educação artística e a expressão plástica estão ao lado da educação, porque ambas organizam um trabalho criativo e respondem às necessidades vitais das crianças, oferecem a todos os alunos a possibilidade de apresentarem as várias experiências e vivências, aquando experimentam materiais, estratégias, metodologias, trocam/ partilham saberes e ainda são capazes de descobrir soluções aptas à resolução de problemas.
Concluo que o verdadeiro carácter da integração tem na base a expressão, a experimentação, a criação, a decisão e a aquisição de domínios variados nas diversas áreas, tanto expressivas, como científicas, afectivas e cívicas.
Desta forma, o professor deve incutir no aluno um processo de ensino aprendizagem pela descoberta, confiança, partilha, emoção, liberdade de expressão e criação.

Sousa, B. Albert (2003) Educação pela Arte e Artes na Educação – 1º volume – Bases Psicopedagógicas, Lisboa: Instituto Piaget.

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