sábado, janeiro 14, 2006

O GRITO DO PEIXE, Clara Andermatt

No âmbito do “Faro Capital Nacional da Cultura 2005”, surgiu um espectáculo muito especial. “O Grito do Peixe”* foi composto com a participação de alguns dos alunos – os filhos dos pescadores – da Escola EB 2,3 João da Rosa, de Olhão.
O Presidente do Conselho Executivo da mesma, António Humberto Camacho Santos (Dezembro, 2005), afirma que “Embora relegado para um plano secundário, é inegável o papel importante que a arte pode trazer para a formação dos indivíduos, proporcionando-lhes conhecimentos específicos sobre a sua relação com o mundo, através do desenvolvimento de potencialidades como a percepção, observação, imaginação e sensibilidade, contribuindo para a apreensão significativa dos conteúdos de outras áreas disciplinares.”
Durante a peça sente-se claramente a presença do mar e pode quase adivinhar-se, pela emoção sentida, o quão trabalhoso e prazeirento terá sido todo o “processo de criação partilhado e vivido” (Clara Andermatt).
Todos os alunos participates dizem estar a gostar muito da experiência e que “no palco vai ser muito divertido estar lá” (Janina Santos, 12 anos, aluna do 7ºB). E ainda, António Santos (2005) numa frase “Para nós, comunidade educativa, é toda uma vivência que nos fez crescer a todos, e que será certamente recordada.”

Durante a tarde da passada quarta-feira, dia 11 de Janeiro, o CCB abriu as portas às escolas, para que pudessem assistir ao ensaio de “O Grito do Peixe”. No mesmo dia, pude assistir à apresentação da peça, e compreendi um pouco da história dos Olhanenses traduzida numa experiência cultural, para mim, emocionante.



*Texto baseado no catálogo que acompanhava o espectáculo, do Centro Cultural de Belém. Para outras informações: www.ccb.pt

1 comentário:

AnaOliveira disse...

Isabel
Gostei muito do teu post. Transportou-me para o tema do meu trabalho de Multiculturalidade que versa sobre a Arte Xávega - uma forma de pesca da costa litoral em extinção. A propósito disso gostaria de publicar algumas imagens, mas penso que não dá para o fazer no comentário, pelo que as publicarei um post.
A experiência que tive ao fazer a pesquisa para o trabalho foi fantástica e remeteu-me várias vezes paa o "folclore desajustado" e da existência ou não, da cultura popular portuguesa... Bem, ela existe, embora em constante mudança... existem provas disso... um pouco adormecidas, talvez porque o folclore desajustado não deixa tempo para a sua procura, exploração e experimentação (não só da portuguesa, mas das restantes culturas).
Nesse sentido, acho louvável a iniciativa que nos apresentaste no teu post...