sexta-feira, janeiro 21, 2005
Um blog com interesse
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Um novo blog...
Aprender com a diversidade
quinta-feira, dezembro 30, 2004
De fugida...
Bem, mas não foi para abordar estas questões que resolvi participar hoje no blog. Aliás esta participação deveria ter como objectivo apresentar o trabalho pedido mas realmente ainda não foi possível. Acontece que, inicialmente, era uma “visita”, mas depois de ler as intervenções não pude deixar de escrever um agradecimento e dizer que também fiquei horrorizada com as imagens que vi (só ontem) sobre a catástrofe, e deixar um pensamento: só é pena que os homens se unam, da maneira como se tem verificado, perante acontecimentos tão dramáticos como este. Como o mundo seria diferente se esta onda de solidariedade existisse sempre que dela houvesse necessidade!
domingo, dezembro 12, 2004
Concerto do Natal
Um comentário
Encontrar este blog foi uma forma de encontrar textos teóricos que suportam muita da minha prática docente e ainda mais aquilo que vou reflectindo sobre a escola. Considero mesmo que é essencial que os professores tenham uma perspectiva consolidada da pós-modernidade, pois é uma realidade com que temos de viver.Agradeço a menção ao meu blog, pois de facto aquilo que me preocupa é o paradigma da pós-modernidade.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Mais sobre TIC
A educação sempre necessitou de tecnologias de comunicação: afinal, quando um professor se dirige aos seus alunos usa uma tecnologia simples, sempre pronta, a fala… Quando escreve, seja numa ardósia, numa transparência de retroprojector ou numa apresentação em PowerPoint usa tecnologias diversas de escrita. A rádio, a televisão, foram e são ainda tecnologias educacionalmente importantes.
Mas na verdade só com a era digital se deu uma revolução sem paralelo, uma revolução continuada, em que de dia para dia surgem novos aperfeiçoamentos.
Eu costumo dizer que a escola foi capaz de ignorar tecnologias importantes, que prometeram muito e foram muito ignoradas (caso da televisão, que apesar de ter sido e ainda ser utilizada nunca foi devidamente explorada), mas não vai ser capaz de ignorar os computadores.
Muitas vezes, penso que a maior parte dos professores ainda não se deu conta desta mudança fundamental no que diz respeito à informação e na escola continua a pensar que a sua função é apenas transmitir conhecimentos. Ora (e isso foi dito pela Sara) uma criança chega hoje à escola com mais conhecimentos do que no passado, dada a exposição que tem à informação com que é bombardeada todos os dias. Claro que o currículo escolar prevê – normalmente – um conjunto de matérias que podem estar fora desses conhecimentos e que podem ser necessários para a formação dos alunos.
Mas o importante é que o ambiente mudou: ontem, os alunos iam para a escola e viam no professor aquele que sabia; hoje, eles têm dúzias de “professores”.
A mudança implica, portanto, que a escola se acomode (no bom sentido) ao tal novo ambiente e use a sua influência num campo essencial: a aquisição da informação e a sua transformação em conhecimento. Estarão os professores preparados para isso? Na verdade, a maioria não está – e não só aqui em Portugal. Mesmo nos Estados Unidos, onde o convívio com os computadores já existia em pleno nos anos 80 do século passado, ainda há muitas resistências e muito ensino tradicional.
Mas já existem muitas experiências interessantes. Aconselho-os a visitar o site do Nónio onde poderão “navegar” e ter uma ideia do que se vai fazendo nas nossas escolas.
Bom, amanhã continuaremos a nossa conversa ao vivo…
O uso das novas tecnologias
Mas a minha participação hoje tem a ver com o post da Isabel sobre o uso das TIC: concordo totalmente que estas tecnologias permitem um acesso à informação de uma forma surpreendente. E, da forma como as instituições se tem preocupado com este assunto, mesmo aquelas pessoas que não possuem computador em casa tem possibilidade de consultar a Internet em outros locais. Portanto, penso que não é neste ponto que existem problemas. Os problemas, a meu ver, encontram-se na nova forma de alfabetização que essas tecnologias realmente exigem e no facto de que não chega ter a informação disponível para que se tenha o conhecimento (como foi referido pelo Sr. Professor). Posso ilustrar a minha opinião relatando o que se tem passado nas aulas de Área Projecto pois o facto de, este ano, ter cinco turmas dá-me possibilidade de reflectir e tirar algumas conclusões desta prática.
Quando chegámos à fase de recolha de informação sobre os subtemas que os diferentes grupos tinham escolhido, a vontade demonstrada por eles foi a de pesquisar na Internet. À questão colocada por mim se sabiam como fazer essa pesquisa, se já tinham utilizado esse recurso, a maior parte dos alunos respondeu, convictamente, que sim. Só que o seu saber resumia-se a ligar o computador e pouco mais… Constatei que esse saber é muito mecanizado, não é “pensado”, “reflectido”: ao menor contratempo já não sabem como proceder. Outro problema que surgiu, mais grave do que o anterior, tem a ver com a ideia que os alunos fazem da Internet e de como se realiza o processo de recolha e tratamento dos dados recolhidos. A primeira ideia é que a Internet é um local onde podem encontrar informação, depois de a encontrar basta imprimir e o trabalho está feito. A maior parte das vezes nem sequer sabem do que se trata porque o texto é de leitura difícil ou então nem o tentaram ler! Posso dizer que não está a ser fácil o tratamento da informação principalmente devido à relutância demonstrada na leitura dos documentos obtidos. Aliás, depois de uma primeira visita à sala de Informática tivemos que fazer uma nova pesquisa, depois de algumas aulas de reflexão sobre a forma como tudo se tinha processado.
Penso que este caso demonstra bem a necessidade que existe de “formar os alunos para uma assimilação crítica da informação” como é referido pela Sara.
E para os professores que estão pouco receptivos ao uso das novas tecnologias será cada vez mais difícil familiarizarem-se com elas pois o seu desenvolvimento é constante. É um pouco o que acontece com este blog: nas primeiras semanas, por razões de trabalho, não me foi possível ler os comentários que aí apareceram. Quando acedi, para perceber os mais recentes tive que fazer uma leitura de todos os outros, começando logo pelo primeiro. E,neste momento, é necessário uma “visita” regular para não perder a “pedalada”. Penso que, da mesma forma, quanto mais tempo os professores demorarem a usar (seja nas aulas ou em qualquer outra situação) as novas tecnologias, mais difícil será apropriarem-se do conhecimento e das técnicas necessárias (referidas pelo Sr. Professor) para delas tirarem partido. E, como acredito que o caminho para o futuro passa, obrigatoriamente, pelo desenvolvimento dessas novas tecnologias, atitudes pouco receptivas ou de recusa em o aceitar não deverão ser tomadas por alguém que tem um papel importante na formação dos adultos do amanhã.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
Currículo, Cultura, TIC…
A incursão que a Isabel faz no domínio das TIC (tecnologias da informação e comunicação) poderá ser discutida no amplo debate sobre a escola pós-moderna.
As TIC proporcionam, a um expoente inimaginável há apenas uns anos, uma informação completíssima sem praticamente barreiras de acesso. Estamos, todos os dias, a verificá-lo. Simplesmente, ter a informação não é ter o conhecimento. Umberto Eco (vejam aqui a sua biografia) no seu livro Como se faz uma tese em ciências humanas chama a atenção, com a ironia que o caracteriza, para a tendência que muitos estudantes (e não só estudantes…) têm de fazer imensas fotocópias de livros, artigos, na ilusão de que tendo as fotocópias têm o conhecimento do que nelas existe, o que é evidentemente falso. Ao possuir a fotocópia armazenámos informação, mas o conhecimento exige o tratamento dessa informação.
Pode argumentar-se que mesmo sem TIC o problema era o mesmo. Que vale ter uma biblioteca de 20 000 volumes se não forem lidos? É verdade, mas o que está em causa é a acessibilidade. E é sobre este aspecto que gostaria de dizer à Isabel que embora num primeiro momento possa parecer que esta nova sociedade de informação favorecerá apenas uma elite, que por mais rica pode aceder aos seus benefícios, mais tarde ela expandir-se-á a todos, pelo embaratecimento do hardware. Um dia virá em que computadores poderosos poderão ser vendidos a muito baixo preço. Claro que isso não chega, mas a educação ajudará.
Por isso os professores não podem alhear-se do valor das TIC e devem apropriar-se dos conhecimentos e das técnicas necessárias para delas tirarem partido nas suas aulas. Esta tendência actual constitui parte integrante da cultura que estamos a construir. Ou não?
Espírito de missão e profissionalismo
A palavra missão vem do latim missione-, que significa o acto de enviar; o missionário (palavra que deve ter sido importada do francês) é aquele que é “enviado” para cumprir uma tarefa determinada. Foi e é no campo religioso que concebemos o missionário, e a meu ver é por comparação com a sua fé e o seu zelo que, em relação a certas profissões (médico, professor…) se fala de um trabalho de missão.
Provavelmente assimilam-se sobretudo as condições difíceis de actuação: o missionário enfrenta um meio hostil, sofre privações, tudo pelo ideal, porque tem uma missão a cumprir. Médicos e professores também têm por vezes dificuldades, e não podem (não devem) evitá-las. Mas eles não são “enviados” de ninguém, são profissionais. Um profissional é alguém que se preparou solidamente para executar tarefas especializadas, recebe por isso um pagamento e assumiu certos compromissos de ordem ética. Esses compromissos éticos podem confundir-se com o “espírito de missão” – o médico que se levanta às quatro da manhã para atender um doente; o professor que vive isolado na aldeia. Mas esses actos têm origem diferente: são actos profissionais, não são actos evangélicos.
Se me perguntarem como classifico um professor que decidiu, por exemplo, ir ensinar para Timor (onde não encontrará uma vida fácil), sugerindo que foi por missão, eu direi que não, ele foi como profissional, sabendo que com a sua acção contribuirá para o desenvolvimento do país. Isso não invalida que ele (ou ela!) tenha sentido um apelo humanitário. Mas na sua actuação é (tem de ser) um profissional.
Pessoalmente, considero que sou dedicado à minha profissão, consagrei-lhe sempre toda a minha actividade (mesmo quando parecia que não trabalhava para ela), vivi momentos complicados e exigentes, mas nunca me senti missionário, nunca senti que era enviado de ninguém a não ser de mim próprio.
O que não quer dizer que não compreenda posições diferentes…
terça-feira, novembro 30, 2004
Professor: Missão ou Profissão?
Gostaria de tecer algumas considerações sobre a profissão do professor na era em que vivemos, isto porque na aula de sexta-feira foi abordada esta questão pela segunda vez sob a perspectiva de missão e profissão. Nas duas situações não fiz qualquer observação pois ainda não consegui tomar uma posição sobre este assunto, apesar de já ter reflectido sobre ele. Talvez fosse importante definir previamente o que se entende por missão mas penso que basta referir algumas palavras que obrigatoriamente se associam à sua definição: dedicação, esforço, disponibilidade, competência para atingir um determinado objectivo…Agora surge a pergunta: até que ponto a escola actual não necessita de professores cuja actuação se defina desta forma? Foi referido o caso da escola da Ponte: será que a concretização e o sucesso deste projecto não dependeu dos professores que aí leccionavam? Certamente que sim até porque esses professores foram escolhidos, e só participaram aqueles que realmente mostraram disponibilidade e vontade para o fazer. Será que esses professores viram o seu trabalho só como profissão? Penso que não até porque, por tudo aquilo que implicava, alguns não “aguentaram” e desistiram. Talvez não devesse ser missão mas, por vezes, difere em tão poucos aspectos que é natural que seja entendida ou confundida como tal.
Para tentar clarificar um pouco as ideias resolvi investigar na Internet: utilizando as palavras “missão”, “profissão” e “professor” encontrei (para meu espanto) 28.300 documentos escritos em Português! Para já ainda só fiz uma breve leitura dos primeiros mas propunha, porque me pareceu interessante, uma leitura por parte do grupo, de alguns deles.
Para terminar gostaria de fazer uma breve referência ao livro “Mudança e Inovação na Pós-Modernidade”: apesar de só ter lido, ainda, os primeiros capítulos posso afirmar que é um dos textos mais interessantes e esclarecedores que li sobre este assunto. E que remete para uma série de outros autores e publicações que, de certeza, constituem uma excelente referência.
sexta-feira, novembro 26, 2004
Mais um visitante...
quinta-feira, novembro 25, 2004
Reflexões sobre a inquietação
Por isso, fico feliz quando encontro gente jovem – e menos jovem... – gozando o prazer de busca da verdade. E vós prefigurais essa busca, respondendo ao desafio de caracterizar a cultura pós-moderna. Usando a “arma” que convencionámos, mais tacitamente do que por definição prévia, que seria a nossa: a Internet, através do nosso blog.
Já vos cumprimentei pela produtividade – textos encontrados, “sites” descobertos, reflexão participada, tudo isso em pouco dias. Estou certo que amanhã teremos uma boa tarde de discussão para a qual deixo, aqui, algumas sugestões.
Quais as características da pós-modernidade que mais têm afectado a escola?
Poder-se-á falar de currículos pós-modernos, em contraposição com currículos tradicionais?
Será que ”as mudanças da sociedade ameaçam a escola”?
Qual o papel das tecnologias mais sofisticadas na educação de amanhã?
Quais as possíveis repercussões culturais derivadas do mundo pós-moderno?
Espero que outras, vossas, se juntem a estas.
*****
Estive hoje de manhã numa sessão de homenagem ao Professor Doutor Vítor Aguiar e Silva, que foi docente das Universidades de Coimbra e do Minho, e que se reformou há dois anos. Aguiar e Silva foi (é) um investigador da literatura portuguesa, grande camonista, e durante a sua estadia em Braga mereceu a admiração e o respeito pelas suas grandes qualidades. Foi uma homenagem emocionante, em especial porque o elogio do homenageado foi feito por uma sua antiga professora de Coimbra, a Doutora Maria Helena Rocha Pereira, hoje com 79 anos, que evocou o seu passado de estudante universitário. Inquieto, como eu presumi que serão os alunos de hoje, os que querem aprender. Inquieto ainda hoje, quando, ao agradecer a homenagem, se manifestou preocupado com a “empresarialização” das universidades, que tende a esquecer a sua vertente cultural profunda.
Tivemos uma visita...
De: Miguel Pinto
Data: 11/24/04 21:27:30
Para: vfreitas@iec.uminho.pt
Assunto: [Currículo & Cultura] 11/24/2004 09:27:15 PM
Agradeço a referência ao Outro olhar e felicito-as pelo arrojo e dinâmica que transparece dos vossos textos. A comunidade docente pulsa intensamente na blogosfera. Parabéns.
--Posted by Miguel Pinto to Currículo & Cultura at 11/24/2004 09:27:15 PM
Como sabem, o nosso blog não é aberto, mas não devemos deixar de sentir satisfação por quem assim nos julga.
Logo farei os tais comentários...
quarta-feira, novembro 24, 2004
Sobre a evolução da sociedade e a educação
Achei o projecto “Internet na Escola Básica Inicial” muito interessante e, por coincidência, veio de encontro à reflexão que tenho andado a fazer com todas estas leituras e também devido a um episódio que aconteceu a semana passada numa das minhas aulas de Área Projecto, que passo a descrever: nessa aula levei os meus alunos para a sala de Informática para pesquisar na Internet sobre os temas escolhidos, nessa pesquisa apareceu um site de uma escola, também EB1, que achamos interessantíssimo pelo que a nossa vontade foi de fazer uma apresentação dos trabalhos de uma forma semelhante, ou seja, através de um site na Internet. Mas deparamos com o problema de nem eu nem o meu colega (nem nenhum dos alunos) sabermos como construir páginas na Internet. Este problema, a reflexão sobre como resolve-lo e os textos que li no Blog mostram que ser professor nos dias de hoje é um grande desafio pois a evolução tecnológica acontece tão rapidamente que tenho a sensação que basta um momento de desatenção para “perder o comboio”e ficarmos pelo caminho… Será que não é isto que está a acontecer em relação à educação? Será que a evolução da sociedade e as consequentes alterações que se dão a diferentes níveis ocorrem de uma forma tão rápida que torna quase impossível o seu acompanhamento por parte da escola? E, mesmo que houvesse uma vontade de todos os agentes intervenientes no processo será que o sistema, da forma como funciona neste momento, será passível de ser alterado num espaço de tempo tão curto? E estas perguntas trazem outro tema a discussão que é a forma como se realiza a formação/actualização dos professores. Assunto polémico e sobre ele só gostaria de deixar aqui uma ideia que defendo e, que este ano já ouvi outro colega que frequenta outro mestrado e que não conhecia, defender também: penso que os professores deveriam ter, depois de alguns anos de serviço, um ano em que fossem dispensados das aulas e que, obrigatoriamente, frequentassem um curso de actualização numa Universidade ou Instituto Politécnico. Há muita informação, fruto da investigação que continuamente se realiza, que é necessário os professores conhecerem para que depois possam modificar/adequar a sua prática na escola levando desta forma uma lufada de ar fresco que, muitas vezes, é quanto basta para que aquela escola volte a tornar válida a razão da sua existência para os seus alunos.
Antes de terminar gostaria de fazer uma referência a outro tema: o da educação através de outros meios como os de comunicação, em particular a televisão. Sobre um aspecto deste tema fiz um breve comentário no dia 12 deste mês e, só para ilustrar esse comentário refiro, como exemplo, três programas televisivos que podem ser utilizados nas aulas. O primeiro é o “Ponto Verde”, o segundo “Causas Comuns” e o terceiro “Zig Zag” (conjunto de programas infantis em que existe sempre um episódio no qual as crianças podem observar a forma como outras crianças, que vivem em países diferentes do seu, pertencentes a outras culturas, vivem o seu dia-a-dia. Penso que são óptimas oportunidades que o professor tem para trabalhar com os seus alunos utilizando um meio audiovisual que lhes é familiar e, por si só, motivador para eles.



