sexta-feira, setembro 23, 2005
Um regresso?
sexta-feira, abril 15, 2005
A Casa da Música
quarta-feira, março 16, 2005
Fim – ou princípio?
Quando enviei a minha “mensagem final” não pensei bem que escrevia “final”. Na verdade, combináramos que poderíamos manter vivo este blog, que apesar de quase não ter “sinais vitais” ainda tem algumas visitas todas as semanas. Pois bem, agora que arrumámos as nossas contas, por que não continuar? A vossa vida está impregnada de cultura – e como tantas vezes referimos, são co-responsáveis, nas vossas escolas, pelo currículo. Gostaria que os laços não se quebrassem.
Publiquei n’A memória Flutuante um post sobre nós. Transcrevo-o aqui.
Mais sobre avaliação – desta vez, de alunos
Passei o fim-de-semana à volta dos portfolios dos meus alunos do curso de mestrado em Educação Musical, os mesmos que estiveram na génese e no desenvolvimento de um blog (Currículo & Cultura) http://curriculoecultura.blogspot.com/ , que tinha o mesmo nome da disciplina de que fui professor (do 1º semestre). Eram apenas 9 alunos, todos eles com formação no âmbito da música e todos eles ligados à docência, uns em escolas profissionais, outros em escolas de formação geral; uns com formação musical apurada, com alto padrão de exigência, outros mais vocacionados para o ensino das bases, para a aprendizagem do que é elementar.
Desde há uns anos que em cursos de mestrado enveredei por propor aos meus alunos uma avaliação por portfolio. O facto de serem poucos alunos, de termos normalmente no decurso das aulas oportunidade de dialogar e portanto de ter elementos avaliativos acerca do que cada um pensa e é capaz de expor, deixa-me margem para eliminar qualquer tipo de “exame” ou de “trabalho” específico e dar aos estudantes a oportunidade de serem mais criativos e autênticos. O portfolio surge assim como uma oportunidade de cada um revelar como compreendeu o seu percurso na disciplina, o que ela lhe revelou – ou perturbou. Sugiro sempre que cada um adicione quaisquer elementos colhidos no dia-a-dia que possam contribuir para aumentar o conhecimento na área em estudo. Aceito qualquer formato: mas nos últimos dois anos todos, praticamente, preferem o formato digital, se bem que normalmente entreguem também um exemplar em papel.
Para mim, o dia (ou dias, se forem muitos!) de análise dos portfolios é sempre um dia normalmente agradável. Ontem, para ale, de ler, fui convidado a ouvir – porque dois dos meus alunos tiveram a gentileza de incluir CDs com as suas interpretações. Foi um extra que amenizou a tarefa.
Para converter a avaliação numa classificação – que é a parte mais desagradável da tarefa docente – uso uma ficha (não gosto muito do termo “grelha”) na qual atribuo um valor, numa escala de 5 pontos, a itens como “Organização/Apresentação”, “Capacidade de enquadramento teórico”, “Juízo crítico”, “Expressão escrita”, etc. Tenho depois de interpretar o resultado e moderá-lo, ainda, com a impressão geral que tenho do aluno por toda a participação no curso (neste caso, incluindo a que foi concretizada no blog).
É um processo essencialmente qualitativo, não o escondo, potencialmente gerador de algum germe de injustiça; mas, para mim, muito mais confortável do que um outro qualquer que sujeitasse os estudantes a uma prova tipo exame, a qual pode proporcionar também germes de injustiça.
Terminada a tarefa deste fim-de-semana, vou deixar passar mais um ou dois dias, rever as minhas fichas e ponderar se os resultados a que cheguei devem ser os definitivos. Terminada essa tarefa, enviarei a cada um dos meus alunos, por e-mail, cópia da ficha com o resultado e a classificação.
Uma reflexão final: se o número de alunos fosse muito grande, este tipo de avaliação-classificação não seria possível.
terça-feira, março 08, 2005
De que forma a escola aborda o factor multiculturalidade
Numa das escolas, como não existem alunos de outras nacionalidades, não foi possível dar continuidade ao trabalho, apesar de ser ter consultado o Projecto Educativo verificando-se que este não contempla tais situações.
Na outra escola existem diversos alunos provenientes de diversos países tais como, Ucrânia, Rússia e França, assim como, da etnia cigana.
Apesar do Projecto Educativo estar a ser reformulado, resolvemos consultar o que ainda se encontra em vigor e verificamos uma situação identifica à primeira escola. Posteriormente, em conversa com a Presidente do Conselho Executivo, soubemos que esses alunos têm dois tipos de apoio distintos: o primeiro, que está contemplado na lei para todos os alunos com dificuldades, são medidas adoptadas pelo conselho de turma e mencionadas no Projecto Curricular de Turma, como por exemplo aulas de Apoio Pedagógico Acrescido, Apoio Individualizado na sala de aula, entre outros; em relação ao segundo tipo de apoio, a escola permite que os alunos de etnia cigana usem as suas instalações para a sua higiene pessoal, uma vez que vivem em situações precárias.
A escola também se preocupou em se adaptar ao "tipo" de vida que os alunos de etnia cigana têm e possibilitou a transferência para uma turma da tarde, de um desses alunos, que estava com o horário da manhã, uma vez que este faltava na maior parte das vezes às primeiras aulas, dando como justificação a ocupação profissional dos pais que o impossibilidade de se deitar cedo.
Contudo, esta alteração proporcionada pela escola não foi aproveitada pelo aluno, já que este continuou a faltar e além disso, começou a provocar distúrbios para a qual foi transferido.
Perante esta situação podemos questionar até que ponto a escola tem que ter em atenção as diferenças culturais dos alunos quando estas implicam alterações no seu funcionamento.
Quanto ao caso dos alunos de outras nacionalidades, em que a língua é distinta, também se questiona a lei em vigor pois são integrados numa turma, frequentando todas as disciplinas como os seus colegas, não percebendo na maior parte das vezes as actividades propostas, uma vez que não dominam a língua portuguesa.
Não seria mais proveitoso serem dispensados de algumas disciplinas por algum tempo e a sua formação incidir sobre a aprendizagem da língua portuguesa?
Pensamos que assim, quando passassem a frequentar as outras disciplinas, o seu aproveitamento seria muito mais rentável.
sexta-feira, janeiro 21, 2005
Um blog com interesse
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Um novo blog...
Aprender com a diversidade
quinta-feira, dezembro 30, 2004
De fugida...
Bem, mas não foi para abordar estas questões que resolvi participar hoje no blog. Aliás esta participação deveria ter como objectivo apresentar o trabalho pedido mas realmente ainda não foi possível. Acontece que, inicialmente, era uma “visita”, mas depois de ler as intervenções não pude deixar de escrever um agradecimento e dizer que também fiquei horrorizada com as imagens que vi (só ontem) sobre a catástrofe, e deixar um pensamento: só é pena que os homens se unam, da maneira como se tem verificado, perante acontecimentos tão dramáticos como este. Como o mundo seria diferente se esta onda de solidariedade existisse sempre que dela houvesse necessidade!
domingo, dezembro 12, 2004
Concerto do Natal
Um comentário
Encontrar este blog foi uma forma de encontrar textos teóricos que suportam muita da minha prática docente e ainda mais aquilo que vou reflectindo sobre a escola. Considero mesmo que é essencial que os professores tenham uma perspectiva consolidada da pós-modernidade, pois é uma realidade com que temos de viver.Agradeço a menção ao meu blog, pois de facto aquilo que me preocupa é o paradigma da pós-modernidade.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Mais sobre TIC
A educação sempre necessitou de tecnologias de comunicação: afinal, quando um professor se dirige aos seus alunos usa uma tecnologia simples, sempre pronta, a fala… Quando escreve, seja numa ardósia, numa transparência de retroprojector ou numa apresentação em PowerPoint usa tecnologias diversas de escrita. A rádio, a televisão, foram e são ainda tecnologias educacionalmente importantes.
Mas na verdade só com a era digital se deu uma revolução sem paralelo, uma revolução continuada, em que de dia para dia surgem novos aperfeiçoamentos.
Eu costumo dizer que a escola foi capaz de ignorar tecnologias importantes, que prometeram muito e foram muito ignoradas (caso da televisão, que apesar de ter sido e ainda ser utilizada nunca foi devidamente explorada), mas não vai ser capaz de ignorar os computadores.
Muitas vezes, penso que a maior parte dos professores ainda não se deu conta desta mudança fundamental no que diz respeito à informação e na escola continua a pensar que a sua função é apenas transmitir conhecimentos. Ora (e isso foi dito pela Sara) uma criança chega hoje à escola com mais conhecimentos do que no passado, dada a exposição que tem à informação com que é bombardeada todos os dias. Claro que o currículo escolar prevê – normalmente – um conjunto de matérias que podem estar fora desses conhecimentos e que podem ser necessários para a formação dos alunos.
Mas o importante é que o ambiente mudou: ontem, os alunos iam para a escola e viam no professor aquele que sabia; hoje, eles têm dúzias de “professores”.
A mudança implica, portanto, que a escola se acomode (no bom sentido) ao tal novo ambiente e use a sua influência num campo essencial: a aquisição da informação e a sua transformação em conhecimento. Estarão os professores preparados para isso? Na verdade, a maioria não está – e não só aqui em Portugal. Mesmo nos Estados Unidos, onde o convívio com os computadores já existia em pleno nos anos 80 do século passado, ainda há muitas resistências e muito ensino tradicional.
Mas já existem muitas experiências interessantes. Aconselho-os a visitar o site do Nónio onde poderão “navegar” e ter uma ideia do que se vai fazendo nas nossas escolas.
Bom, amanhã continuaremos a nossa conversa ao vivo…
O uso das novas tecnologias
Mas a minha participação hoje tem a ver com o post da Isabel sobre o uso das TIC: concordo totalmente que estas tecnologias permitem um acesso à informação de uma forma surpreendente. E, da forma como as instituições se tem preocupado com este assunto, mesmo aquelas pessoas que não possuem computador em casa tem possibilidade de consultar a Internet em outros locais. Portanto, penso que não é neste ponto que existem problemas. Os problemas, a meu ver, encontram-se na nova forma de alfabetização que essas tecnologias realmente exigem e no facto de que não chega ter a informação disponível para que se tenha o conhecimento (como foi referido pelo Sr. Professor). Posso ilustrar a minha opinião relatando o que se tem passado nas aulas de Área Projecto pois o facto de, este ano, ter cinco turmas dá-me possibilidade de reflectir e tirar algumas conclusões desta prática.
Quando chegámos à fase de recolha de informação sobre os subtemas que os diferentes grupos tinham escolhido, a vontade demonstrada por eles foi a de pesquisar na Internet. À questão colocada por mim se sabiam como fazer essa pesquisa, se já tinham utilizado esse recurso, a maior parte dos alunos respondeu, convictamente, que sim. Só que o seu saber resumia-se a ligar o computador e pouco mais… Constatei que esse saber é muito mecanizado, não é “pensado”, “reflectido”: ao menor contratempo já não sabem como proceder. Outro problema que surgiu, mais grave do que o anterior, tem a ver com a ideia que os alunos fazem da Internet e de como se realiza o processo de recolha e tratamento dos dados recolhidos. A primeira ideia é que a Internet é um local onde podem encontrar informação, depois de a encontrar basta imprimir e o trabalho está feito. A maior parte das vezes nem sequer sabem do que se trata porque o texto é de leitura difícil ou então nem o tentaram ler! Posso dizer que não está a ser fácil o tratamento da informação principalmente devido à relutância demonstrada na leitura dos documentos obtidos. Aliás, depois de uma primeira visita à sala de Informática tivemos que fazer uma nova pesquisa, depois de algumas aulas de reflexão sobre a forma como tudo se tinha processado.
Penso que este caso demonstra bem a necessidade que existe de “formar os alunos para uma assimilação crítica da informação” como é referido pela Sara.
E para os professores que estão pouco receptivos ao uso das novas tecnologias será cada vez mais difícil familiarizarem-se com elas pois o seu desenvolvimento é constante. É um pouco o que acontece com este blog: nas primeiras semanas, por razões de trabalho, não me foi possível ler os comentários que aí apareceram. Quando acedi, para perceber os mais recentes tive que fazer uma leitura de todos os outros, começando logo pelo primeiro. E,neste momento, é necessário uma “visita” regular para não perder a “pedalada”. Penso que, da mesma forma, quanto mais tempo os professores demorarem a usar (seja nas aulas ou em qualquer outra situação) as novas tecnologias, mais difícil será apropriarem-se do conhecimento e das técnicas necessárias (referidas pelo Sr. Professor) para delas tirarem partido. E, como acredito que o caminho para o futuro passa, obrigatoriamente, pelo desenvolvimento dessas novas tecnologias, atitudes pouco receptivas ou de recusa em o aceitar não deverão ser tomadas por alguém que tem um papel importante na formação dos adultos do amanhã.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
Currículo, Cultura, TIC…
A incursão que a Isabel faz no domínio das TIC (tecnologias da informação e comunicação) poderá ser discutida no amplo debate sobre a escola pós-moderna.
As TIC proporcionam, a um expoente inimaginável há apenas uns anos, uma informação completíssima sem praticamente barreiras de acesso. Estamos, todos os dias, a verificá-lo. Simplesmente, ter a informação não é ter o conhecimento. Umberto Eco (vejam aqui a sua biografia) no seu livro Como se faz uma tese em ciências humanas chama a atenção, com a ironia que o caracteriza, para a tendência que muitos estudantes (e não só estudantes…) têm de fazer imensas fotocópias de livros, artigos, na ilusão de que tendo as fotocópias têm o conhecimento do que nelas existe, o que é evidentemente falso. Ao possuir a fotocópia armazenámos informação, mas o conhecimento exige o tratamento dessa informação.
Pode argumentar-se que mesmo sem TIC o problema era o mesmo. Que vale ter uma biblioteca de 20 000 volumes se não forem lidos? É verdade, mas o que está em causa é a acessibilidade. E é sobre este aspecto que gostaria de dizer à Isabel que embora num primeiro momento possa parecer que esta nova sociedade de informação favorecerá apenas uma elite, que por mais rica pode aceder aos seus benefícios, mais tarde ela expandir-se-á a todos, pelo embaratecimento do hardware. Um dia virá em que computadores poderosos poderão ser vendidos a muito baixo preço. Claro que isso não chega, mas a educação ajudará.
Por isso os professores não podem alhear-se do valor das TIC e devem apropriar-se dos conhecimentos e das técnicas necessárias para delas tirarem partido nas suas aulas. Esta tendência actual constitui parte integrante da cultura que estamos a construir. Ou não?
Espírito de missão e profissionalismo
A palavra missão vem do latim missione-, que significa o acto de enviar; o missionário (palavra que deve ter sido importada do francês) é aquele que é “enviado” para cumprir uma tarefa determinada. Foi e é no campo religioso que concebemos o missionário, e a meu ver é por comparação com a sua fé e o seu zelo que, em relação a certas profissões (médico, professor…) se fala de um trabalho de missão.
Provavelmente assimilam-se sobretudo as condições difíceis de actuação: o missionário enfrenta um meio hostil, sofre privações, tudo pelo ideal, porque tem uma missão a cumprir. Médicos e professores também têm por vezes dificuldades, e não podem (não devem) evitá-las. Mas eles não são “enviados” de ninguém, são profissionais. Um profissional é alguém que se preparou solidamente para executar tarefas especializadas, recebe por isso um pagamento e assumiu certos compromissos de ordem ética. Esses compromissos éticos podem confundir-se com o “espírito de missão” – o médico que se levanta às quatro da manhã para atender um doente; o professor que vive isolado na aldeia. Mas esses actos têm origem diferente: são actos profissionais, não são actos evangélicos.
Se me perguntarem como classifico um professor que decidiu, por exemplo, ir ensinar para Timor (onde não encontrará uma vida fácil), sugerindo que foi por missão, eu direi que não, ele foi como profissional, sabendo que com a sua acção contribuirá para o desenvolvimento do país. Isso não invalida que ele (ou ela!) tenha sentido um apelo humanitário. Mas na sua actuação é (tem de ser) um profissional.
Pessoalmente, considero que sou dedicado à minha profissão, consagrei-lhe sempre toda a minha actividade (mesmo quando parecia que não trabalhava para ela), vivi momentos complicados e exigentes, mas nunca me senti missionário, nunca senti que era enviado de ninguém a não ser de mim próprio.
O que não quer dizer que não compreenda posições diferentes…
terça-feira, novembro 30, 2004
Professor: Missão ou Profissão?
Gostaria de tecer algumas considerações sobre a profissão do professor na era em que vivemos, isto porque na aula de sexta-feira foi abordada esta questão pela segunda vez sob a perspectiva de missão e profissão. Nas duas situações não fiz qualquer observação pois ainda não consegui tomar uma posição sobre este assunto, apesar de já ter reflectido sobre ele. Talvez fosse importante definir previamente o que se entende por missão mas penso que basta referir algumas palavras que obrigatoriamente se associam à sua definição: dedicação, esforço, disponibilidade, competência para atingir um determinado objectivo…Agora surge a pergunta: até que ponto a escola actual não necessita de professores cuja actuação se defina desta forma? Foi referido o caso da escola da Ponte: será que a concretização e o sucesso deste projecto não dependeu dos professores que aí leccionavam? Certamente que sim até porque esses professores foram escolhidos, e só participaram aqueles que realmente mostraram disponibilidade e vontade para o fazer. Será que esses professores viram o seu trabalho só como profissão? Penso que não até porque, por tudo aquilo que implicava, alguns não “aguentaram” e desistiram. Talvez não devesse ser missão mas, por vezes, difere em tão poucos aspectos que é natural que seja entendida ou confundida como tal.
Para tentar clarificar um pouco as ideias resolvi investigar na Internet: utilizando as palavras “missão”, “profissão” e “professor” encontrei (para meu espanto) 28.300 documentos escritos em Português! Para já ainda só fiz uma breve leitura dos primeiros mas propunha, porque me pareceu interessante, uma leitura por parte do grupo, de alguns deles.
Para terminar gostaria de fazer uma breve referência ao livro “Mudança e Inovação na Pós-Modernidade”: apesar de só ter lido, ainda, os primeiros capítulos posso afirmar que é um dos textos mais interessantes e esclarecedores que li sobre este assunto. E que remete para uma série de outros autores e publicações que, de certeza, constituem uma excelente referência.
sexta-feira, novembro 26, 2004
Mais um visitante...
quinta-feira, novembro 25, 2004
Reflexões sobre a inquietação
Por isso, fico feliz quando encontro gente jovem – e menos jovem... – gozando o prazer de busca da verdade. E vós prefigurais essa busca, respondendo ao desafio de caracterizar a cultura pós-moderna. Usando a “arma” que convencionámos, mais tacitamente do que por definição prévia, que seria a nossa: a Internet, através do nosso blog.
Já vos cumprimentei pela produtividade – textos encontrados, “sites” descobertos, reflexão participada, tudo isso em pouco dias. Estou certo que amanhã teremos uma boa tarde de discussão para a qual deixo, aqui, algumas sugestões.
Quais as características da pós-modernidade que mais têm afectado a escola?
Poder-se-á falar de currículos pós-modernos, em contraposição com currículos tradicionais?
Será que ”as mudanças da sociedade ameaçam a escola”?
Qual o papel das tecnologias mais sofisticadas na educação de amanhã?
Quais as possíveis repercussões culturais derivadas do mundo pós-moderno?
Espero que outras, vossas, se juntem a estas.
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Estive hoje de manhã numa sessão de homenagem ao Professor Doutor Vítor Aguiar e Silva, que foi docente das Universidades de Coimbra e do Minho, e que se reformou há dois anos. Aguiar e Silva foi (é) um investigador da literatura portuguesa, grande camonista, e durante a sua estadia em Braga mereceu a admiração e o respeito pelas suas grandes qualidades. Foi uma homenagem emocionante, em especial porque o elogio do homenageado foi feito por uma sua antiga professora de Coimbra, a Doutora Maria Helena Rocha Pereira, hoje com 79 anos, que evocou o seu passado de estudante universitário. Inquieto, como eu presumi que serão os alunos de hoje, os que querem aprender. Inquieto ainda hoje, quando, ao agradecer a homenagem, se manifestou preocupado com a “empresarialização” das universidades, que tende a esquecer a sua vertente cultural profunda.



