sexta-feira, abril 07, 2006

Jubilação do nosso Professor!




Cerimónia de Jubilação do Prof. Doutor Cândido Varela de Freitas
Anfiteatro B1 - Complexo Pedagógico 2, Campus de Gualtar, quinta-feira, 20-04-2006



No próximo dia 20 de Abril de 2006, pelas 17.00 horas, realiza-se a Cerimónia de Jubilação do Professor Doutor Cândido Varela de Freitas, professor catedrático do Instituto de Estudos da Criança. A cerimónia terá lugar no Anfiteatro B1 - Complexo Pedagógico 2, no Campus de Gualtar, em Braga.À Cerimónia Protocolar seguir-se-á um Jantar de Homenagem que terá lugar pelas 20:00 horas, no Restaurante Panorâmico da Universidade do Minho, Campus de Gualtar, Braga.As inscrições para o Jantar poderão ser efectuadas até às 17:00 horas do dia 14 de Abril, com a Secretária da Presidência do Instituto de Estudos da Criança, Engª Maria da Luz Bacelar, através dos seguintes contactos:

contactos
Secretaria da Presidência do Instituto de Estudos da CriançaTel: 253 601 216 Fax: 253 616 684 email:iec@iec.uminho.pt

in http://www.iec.uminho.pt

terça-feira, março 28, 2006

Cinema na Educação

Durante a licenciatura, para o futuro exercício da função de professora, foi-me dado a visionar em contexto de aula, o filme “Mentes Perigosas”. A estória passa-se nos EUA, e fala de uma professora que vai para uma escola pública na qual lhe é atribuída uma turma muito difícil, que se caracteriza por ter alunos que provêm de bairro sociais onde a violência, a falta de dinheiro e de cultura predominam. Depois do choque inicial desta professora, de lutar contra o estereótipo em relação ao grupo de alunos e da falta de interesse instalada na escola em relação ao sucesso dos mesmos, ela consegue conquistar a turma.

A professora e personagem principal também me conquistou enquanto espectadora atenta, e durante o filme senti-me várias vezes no papel da professora e muitas vezes também no papel de um ou outro aluno. Este é o poder do cinema … dá-se o papel principal, o “heroísmo” aos personagens que muitas vezes na “vida-real” se encontram em segundo plano enquanto o espectador pode viver virtualmente vários papéis. Este filme fez com que durante algum tempo estivesse mais desperta e até reivindicativa da a necessidade de pedagogias diferenciadas … Mas na verdade, só quando dei aulas pela primeira vez consegui, de forma inesquecível, perceber melhor os vários personagens e reflectir genuinamente sobre o conteúdo do filme.

Como escreveu a Isabel Salgado no comentário ao post de 6 de Março, «é necessário criar defesas […] através do conhecimento desta forma de expressão» para que não confundamos o cinema com a vida real, pois ninguém me diz, que há mais de trinta anos atrás em alguma escola de formação de professore não tenham projectado um outro filme, talvez com outros personagens em primeiro plano e que tenham procurado fazer os futuros professores sentirem que deveriam desempenhar o seu papel de determinada forma!

segunda-feira, março 13, 2006

Não há razão para termos medo das sombras.
Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz.


(Ruth Renkel)

quarta-feira, março 08, 2006

Para a Mulher

Que dá à Luz
Que Educa os seus filhos
Que nos conforta
Que nos ama
Que trabalha muito mais que nós
Que nos orienta
Que nos faz amar
Que nos dá lição de vida
Que luta por ser sómente...Mulher

segunda-feira, março 06, 2006

Educação artística é o mote

Cerca de 750 especialistas nacionais e estrangeiros participam a partir de hoje, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na 1.ª Conferência Mundial sobre Educação Artística, organizada pela UNESCO para promover o papel das artes no desenvolvimento humano. Manuela Galhardo, secretária executiva da Comissão Nacional da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), explicou que um dos objectivos da conferência é "criar directrizes que venham a ser aplicadas no sector da educação dos países-membros". "A educação artística tem sido rotulada como uma área menor, mas deve ser considerada um bem social tal como a saúde", defendeu a responsável, comentando que este tema tem vindo a ganhar importância a nível mundial. A conferência, que decorre durante quatro dias, irá reunir professores, investigadores e peritos ligados ao ensino das práticas artísticas, nomeadamente artes visuais, performativas, dança, música, teatro, escrita criativa e poesia. A conferência, uma organização conjunta dos ministérios da Educação, da Cultura, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e dos Negócios Estrangeiros, conta, na sessão de hoje, com a presença do secretário-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura .
J.N., 06 de Março 2006

Os Óscares sugeriram-me…


… que seria interessante reflectirmos sobre o cinema enquanto criação artística e as suas relações com a cultura – e com o currículo…

Quem se sente interessado em dar uma opinião, partindo eventualmente dos Óscares deste ano, que a comunicação social sugere terem representado uma viragem no que era habitual num passado recente, pela nomeação de filmes com temas sociais fortes e polémicos?

sábado, março 04, 2006

Duas palavras


Deliberadamente, tenho estado ausente do nosso blog. Não queria voltar sem dar por finda a última etapa do nosso encontro – dar conta a cada um da minha decisão em relação à classificação decorrente da avaliação na unidade curricular Currículo e Cultura. Cumprida hoje essa obrigação, posso juntar-me ao grupo que partilhou, nos últimos meses, um objectivo que assumiu, por um lado por necessidade contratual, digamos assim, mas por outro por autêntico prazer de reflectir sobre temas da educação e da cultura. Foi assim que vos vi, estudantes inscritos numa unidade obrigatória mas ao mesmo tempo interessados, colaborantes, eu quase diria cúmplices, querendo dar um sentido diferente às suas actividades na sala de aula e também fora dela. Haverá melhor prova do que este blog?

Há, depois, a simpatia de terem querido que partilhasse convosco os momentos tão agradáveis do “sábado delicioso” que ocorreu há quinze dias e que foi tão documentado aqui. Mais: houve a lembrança única de perpetuarem a vossa lembrança numa memória tão criativamente imaginada, a tal que me deixou sem palavras – e ainda hoje não sei bem como qualificá-la. Aceito-a, claro, como vossa, mas ela simbolizará (e não se importarão por isso) as relações de amizade com todos (ou quase todos) os que encontrei no caminho desta profissão que sempre quis e de que me orgulho.

Continuaremos a encontrar-nos por aqui.

domingo, fevereiro 05, 2006

O Blog da Escola da Ponte

A Escola da Ponte tem um Blog!
E neste nosso Blog de alunos de mestrado, partilha-se a ligação para o Blog de alunos da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico da Ponte: http://www.escola-da-ponte.weblog.com.pt/

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

O primeiro Vôo de Luis de Freitas Branco






O primeiro airbus 330(?) foi baptizado hoje com o nome de Luis de Freitas Branco, compositor, sendo a sua bisneta a madrinha, hospedeira de bordo da TAP. Este avião teve o seu primeiro voo para Barcelona.
Considero importante assinalar o acontecimento, merecendo da minha parte uma grande alegria.
É uma homenagem merecida, e levará pelos vários locais onde vai poisar um nome importante para a nossa Cultura Musical.
Afinal, parece que algo poderá estar em mudança. Esperemos que sim!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Dançando...no I.E.C.

Comecei hoje um Curso de Dança educativa no I.E.C.
Encontrei lá algumas colegas do Mestrado de Educação Visual e Plástica, e outros/as colegas de há longa data de Educação Musical.
Ao início, tive a sensação de estar uns anos atrás, quando fazia as minhas aulas de Expressão Corporal, com uma Bailarina do Ballet Gulbenkian.
Somos ( imaginem) 56(?). Foi muito bom...relaxar, voltar a saltar, e perder o medo de " perder os parafusos " da coluna ( se o meu cirurgião sabe, vai pedir ao nosso professor para ir dar aulas no Hospital..rsrsrs). Na verdade pensei que não conseguiria voltar a dançar, mas aconteceu! Estou felicíssimo por saber que afinal, " parar é morrer".
Para além disto, resta-me reviver algumas aulas de Currículo e publicar que hoje, desenvolvemos as nossas competências culturais, o nosso currículo foi " aberto", sendo esta uma manifestação cultural no nosso espaço de estudo. Acrescentando que foi uniformizadora a dinâmica da aula, integradora ( homens iguais a mulheres, várias áreas representadas, ) Cultura visivel, uns plásticos, outros músicos , e invisível -eu náo sabia que muitas das "plásticas" tinham tanto sentido de Ritmo. Foi Muito Bom!

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Ser português!

Esta manhã no programa “Antena Aberta” na estação de rádio Antena1, a conversa era sobre o tema: características típicas do povo português. Só ouvi os últimos 10 minutos do programa, com a intervenção de uma ouvinte e o resumo do programa, feito por um convidado em estúdio.

A intervenção da ouvinte foi no sentido de dar exemplos do “ser tipicamente português” em comparação com outros povos com quem conviveu. Falou sobre o povo americano e a forma como reage às catástrofes naturais (furacões), que frequentemente acontecem no seu país. Para esta ouvinte, uma característica típica do povo norte americano é a de um optimismo latente, que os leva a reagir rapidamente à destruição provocada por tais catástrofes e darem início a uma rápida reconstrução, sem perderem muito tempo com lamentações sobre o sucedido. Em seu entender, o povo português reage de forma contrária, perde demasiado tempo a falar sobre o que de negativo sucedeu e demora mais tempo a reagir para a reconstrução.
O convidado em estúdio, da área da psicologia, reafirmou que de acordo com os seus estudos sobre a maneira de comunicar dos portugueses, existem de facto características típicas como os gestos, as expressões faciais e também o estarem sempre a lamentar-se sobre as coisas que não decorrem bem.

Sabe-se que os portugueses quando conversam estão fisicamente próximos da outra pessoa, mas nos países árabes a proximidade física na comunicação é ainda maior, o que é claramente uma característica cultural (invisível).

Os gestos na comunicação, fascinam-me desde a infância.
«Era muito pequenina, devia ter mais ou menos três anos, enquanto sozinha observava fascinada a forma como os adultos se mexiam enquanto falavam. Mexer as mãos, o tronco, a cabeça, mas porquê? Que bonito que ficava. Algumas vezes enquanto brincava sozinha, fazia tentativas de me “mexer como os adultos”. […] Ao brincar fazia de conta que era adulta e que falava com outro adulto, reproduzia sons que me pareciam mais complicados no meio de palavras que conseguia pronunciar, e tentava mexer as mãos os braços e abanar a cabeça. Recordo-me de uma tentativa […] consegui conjugar a pronúncia de sons complicados, com os movimentos da cabeça, com os expansivos gestos dos braços e mãos. Que alegria, consegui comunicar como um adulto! Corri para partilhar a notícia. Depois dessa tentativa bem sucedida demorei muito tempo até conseguir de novo […] conjugar num só momento o que representava para mim a beleza visual da comunicação entre pessoas. Curioso é ter consciência, hoje, que o que eu considerei beleza aos três anos de idade ainda considero aos vinte e seis anos.» 1


1 Pinto, Marta (2005) Estética vivida. Manuscrito não publicado.

Notas para a cultura pós-moderna

A ideia de «pós-modernismo» surgiu pela primeira vez na década de 1930, no mundo hispânico, uma geração antes do seu aparecimento na Inglaterra e nos EUA. Perry Anderson, conhecido pelos seus estudos dos fenómenos culturais e políticos contemporâneos, em «As Origens da Pós-Modernidade» (1999), conta que foi um amigo de Unamuno e Ortega, Frederico de Onís, que aplicou o termo pela primeira vez, embora descrevendo um refluxo conservador dentro do próprio modernismo. No entanto, seria o filósofo francês Jean-François Lyotard, com a publicação «A Condição Pós-Moderna» (1979), que faria a expansão do uso do conceito.
Na sua origem, pós-modernismo significava a perda da historicidade e o fim da «grande narrativa» – o que no campo estético significou o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras do passado.
A obra de Frederic Jameson «Pós-Modernismo» (1991), enumera os seguintes ícones desse movimento: na arte, Andy Warhol e a pop art, o fotorrealismo e o neo-expressionismo; na música, John Cage, mas também a síntese dos estilos clássico e «popular» que se vê em compositores como Philip Glass e Terry Riley e, também, o «punk rock e a new wave»; no cinema, Godard; na literatura, William Burroughs, Thomas Pynchon e Ishmael Reed, de um lado, «e o nouveau roman francês e sua sucessão», do outro. Na arquitectura, entretanto, os seus problemas teóricos são mais consistentemente articulados e as modificações da produção estética são mais visíveis.
Jameson aponta a imbricação entre as teorias do pós-modernismo e as «generalizações sociológicas» que anunciam um tipo novo de sociedade, mais conhecido pela alcunha «sociedade pós-industrial».
A sua argumentação assenta na base que «qualquer ponto de vista a respeito do pós-modernismo na cultura é ao mesmo tempo, necessariamente, uma posição política, implícita ou explícita, com respeito à natureza do capitalismo multinacional em nossos dias».
Vale observar que Perry Anderson, ao ser convidado a fazer a apresentação do livro de Jameson, acabou por escrever o seu próprio «As origens da pós-modernidade», constituindo assim uma espécie de «introdução» ao conceito. Nele diz que o modernismo era tomado por imagens de máquinas [as indústrias] enquanto que o pós-modernismo é usualmente tomado por «máquinas de imagens» (p.105) da televisão, do computador, da Internet e do shopping centers. A modernidade era marcada pela excessiva confiança na razão, nas grandes narrativas utópicas de transformação social, e o desejo de aplicação mecânica de teorias abstractas à realidade. Jameson observa que «essas novas máquinas podem se distinguir dos velhos ícones futuristas de duas formas interligadas: todas são fontes de reprodução e não de «produção» e já não são sólidos esculturais no espaço. O gabinete de um computador dificilmente incorpora ou manifesta suas energias específicas da mesma maneira que a forma de uma asa ou de uma chaminé» (citado por Anderson, p.105).
A chamada «pós-modernidade», para Gianni Vattino (2001), «aparece como uma espécie de Renascimento dos ideais banidos e cassados pela nossa modernidade racionalizadora. Esta modernidade teria terminado a partir do momento em que não podemos mais falar da história como algo de unitário e quando morre o mito do Progresso. É a emergência desses ideais que seria responsável por toda uma onda de comportamentos e de atitudes irracionais e desencantados em relação à política e pelo crescimento do cepticismo face aos valores fundamentais da modernidade. Estaríamos a dizer Adeus à modernidade, à Razão (Feyerabend). (…) Que esperança podemos depositar no projecto da Razão emancipada quando sabemos que o financeiro é submetido ao jogo cego do mercado? Como pode o homem ser feliz no interior da lógica do sistema, onde só tem valor o que funciona segundo previsões, onde seus desejos, suas paixões, necessidades e aspirações passam a ser racionalmente administrados e manipulados pela lógica da eficácia económica que o reduz ao papel de simples consumidor».
O pensador brasileiro Sérgio Paulo Rouanet no seu estudo «As origens do Iluminismo» (1987) oportunamente observa que o prefixo pós tem muito mais o sentido de exorcizar o velho (a modernidade) do que de articular o novo (o pós-moderno). Ou seja, o que há é uma «consciência de ruptura», que o autor não considera uma «ruptura real». Rouanet escreve:
«depois da experiência de duas guerras mundiais, depois de Aushwitz, depois de Hiroshima, vivendo num mundo ameaçado pela aniquilação atómica, pela ressurreição dos velhos fanatismos políticos e religiosos e pela degradação dos ecossistemas, o homem contemporâneo está cansado da modernidade. Todos esses males são atribuídos ao mundo moderno. Essa atitude de rejeição se traduz na convicção de que estamos transitando para um novo paradigma. O desejo de ruptura leva à convicção de que essa ruptura já ocorreu, ou está em vias de ocorrer (...). O pós-moderno é muito mais a fadiga crepuscular de uma época que parece extinguir-se ingloriosamente que o hino de júbilo de amanhãs que despontam. À consciência pós-moderna não corresponde uma realidade pós-moderna. Nesse sentido, ela é um simples mal-estar da modernidade, um sonho da modernidade. É literalmente, falsa consciência, porque consciência de uma ruptura que não houve, ao mesmo tempo, é também consciência verdadeira, porque alude, de algum modo, às deformações da modernidade».


Referência:
www.espacoacademico.com.br

terça-feira, janeiro 24, 2006

Um bom professor…

«Numa entrevista na rádio perguntaram, ao extraordinário e original trompetista de jazz Dizzie Gillespie se tinha sido a falta de qualquer ensino especializado que lhe tinha desenvolvido um tal estilo, tão altamente criativo e individual. Ele respondeu de modo muito enfático: “Não, eu diria que não. Um professor ajuda a cortar caminho”. O entrevistador insistiu e perguntou: “ Mas um professor não poderia ter limitado o desenvolvimento do seu estilo particular, pelo menos, em certa medida?” Ao que respondeu: “Um bom professor, não”.» *


* Best, D. (1996). A racionalidade do Sentimento, (pp. 145-146). Lisboa: Edições ASA.

domingo, janeiro 22, 2006

Imagens do visível e invisível na cultura


[Fig.1.] Imagem original, Adriana Partimpim (CD). (2004). Trabalho sobre a imagem de Marta Pinto (2006).
[Fig.2.] Palhaço, de Marta Pinto (2001), trabalho sobre a imagem de Marta Pinto (2006).
[Fig.3.] Fotografia original de Janine Mehretu, acedida (Janeiro 3, 2006) a partir de http://www.insite05.org/index.php trabalho sobre a imagem de Marta Pinto (2006).

sexta-feira, janeiro 20, 2006

A primeira mestra em Educação Musical pelo IEC

Assistimos hoje à primeira dissertação de mestrado em Estudos da Criança - Educação Musical, da Mafalda (?). Avaliação máxima por unanimidade.

Parabéns!

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Estamos de luto

Morreu D.ª Helena Sá e Costa , pianista, pedagoga, uma figura do Sec XX.

Morreu Artur Ramos, Actor, Produtor, director de Companhia.





uma salva de palmas
OBRIGADO!!!

terça-feira, janeiro 03, 2006

Um Bom Ano de 2006 e a "Ingenuidade Tropical"

Pra começar o Post,quero desejar a todos um Ano de 2006 com muita paz,amor e realizações...ah,e muita paciência para as "zangas"(rs).
Também quero agradecer as colegas e ao Professor Varela por comparecerem a minha Exposição,que foi muito querida!Pude conversar com outros artistas e pessoas de outras culturas e ri um bocado com a forma de comunicação.
Apareceram ingleses,canadianos,franceses,espanhóis,alemães,chineses,brasileiros,portugueses a até um artista turco! Com este foi mesmo complicado,pois mal ele falava português,mas percebi que era artista pela forma de analisar os quadros e porque também,com meu inglês ruim,o perguntei (rs). Ainda conseguimos trocar mails!
Também chegou um espanhol com o gorro do Pai Natal,mas foi depois do dia 25 de Dezembro.Foi irresistível fazer uma piada,o que causou gargalhadas e deu um delicioso toque de humor a Torre!Me disseram que em Espanha a comemoração é diferente,não tenho a certeza,me ensinem!!!
Acho que consegui dar um Toque de calor em pleno fim de Outono e início de Inverno na Torre de Menagem,o que foi muito especial pra mim.Cheguei a relatar pra turma que homenageamos muitos países na Escola que ensinei e uma das homenagens foi a Portugal e justamente,construímos paredes de um castelo com papel.Desta vez ,colori com minha "Ingenuidade Tropical"!
Um grande abraço,beijos e muita doçura pra este Novo Ano que nasceu!!!
Até a próxima.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Bons votos

Não quero deixar de saudar todos no começo do novo ano, e, como é normal, expressar os "bons votos" - um 2006 melhor do que o 2005, um ano cheio de venturas, etc., etc. De pouco serve pensar que os símbolos são criados por nós - o que se passou de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro não é diferente do que acontece todos os dias. Mas nós precisamos de estes suplementos de ânimo, e não vale a pena lutar contra eles. Por isso, e muito especialmente para os colaboradores deste blog, que vão ter, na sua maioria, um ano de trabalhos dobrados, desejo as maiores felicidades. E que continuem a alimentar esta cadeia que urde a cultura na educação (e necessariamente no currículo) mas tem, também, uma outra valência não menos importante: o continuar de uma relação de convivência saudável. Voltarei em breve.

sábado, dezembro 31, 2005

Feliz Ano Novo



Que o Novo Ano traga a realização dos nossos Sonhos

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Uma Pedagogia Diferenciada no Centro de Belgais.

Fundado por Maria João Pires, o Centro de Belgais, caracteriza-se desde a origem pela preocupação de contribuir para a reflexão contemporânea sobre a educação, e o desenvolvimento do projecto educativo da escola EB1 da Mata, constitui deste modo uma etapa decisiva. O texto que se segue, é uma selecção parcial sobre o projecto educativo da Escola EB1 da Mata, para o perceber de forma mais completa podem aceder à página na Internet do Centro de Belgais (clique aqui).


«FILOSOFIA DO PROJECTO EDUCATIVO

O pilar do projecto educativo da escola da Mata baseia-se na introdução das artes no quotidiano e na introdução da aprendizagem criativa das matérias curriculares, tendo como objectivo o desenvolvimento e formação das crianças. A observação é um elemento fundamental do processo educativo, pelo qual o aluno constrói o seu processo de aprendizagem e conhecimento. A linguagem corporal, o conhecimento do corpo e a sua boa utilização, permitem uma estruturação do eu mais harmoniosa com o meio envolvente. A criança participa de uma forma activa e criativa no seu desenvolvimento pessoal, com o apoio pedagógico de todos os recursos existentes. A arte é a forma de expressão dos sentimentos e emoções da vida, é uma forma de estar, sentir e viver em harmonia com o ambiente e com os outros.

FUNDAMENTAÇÃO

Pretende-se com este projecto a aplicação de uma pedagogia diferenciada e experimental, em que a criança tenha contacto directo com novas culturas e vivências. Ambicionamos que a criança não apreenda conceitos separados uns dos outros, de uma forma meramente intelectual, mas que os assimile e compreenda pela arte - através da observação, representação e pesquisa. Este projecto ambiciona criar oportunidades de intercâmbio pedagógico e cultural com outros projectos educativos portugueses e estrangeiros. Pretende-se introduzir o bilinguismo como uma ferramenta de inserção na cidadania europeia, de proximidade e ligação com outras línguas e culturas.

METODOLOGI
A
Este projecto promove a interligação de todas as áreas curriculares. Pretendemos, assim, trabalhar o currículo de uma forma integrada, partindo das expressões artísticas (Plástica, Dramática e Musical) para todas as outras áreas curriculares (Língua Portuguesa, Matemática, Estudo do Meio, Área de projecto, Estudo Acompanhado e Formação para a cidadania). […]
Estas metodologias pretendem que, através da expressão artística, a criança assuma um papel activo e crítico no seu desenvolvimento pessoal, social e cultural, assim como na estruturação do eu e do enriquecimento da sua própria identidade. No entanto, esta interdisciplinaridade só é possível com reuniões regulares entre os professores, que permitam uma verdadeira articulação e complementaridade entre as várias áreas. Torna-se, assim, importante a elaboração de um horário criativo e adequado, com a distribuição das diversas áreas que se irão trabalhar ao longo do dia.

AVALIAÇÃO

A avaliação do projecto é a análise e tratamento dos indicadores pedagógicos, e sua evolução positiva ou negativa no processo de aprendizagem individual e em grupo das crianças. A avaliação é efectuada, pela observação directa e indirecta, pelos seguintes indicadores: interesse, motivação, retenção, dinamismo, participação e assimilação consciente e crítica dos conhecimentos e capacidade para os utilizar em diversas circunstâncias. Recorreremos, assim, aos seguintes instrumentos:
- Questionários mensais às crianças e professores
- Grelhas de observação
- Avaliação periódica do currículo.»


Página na Internet preparada pelos alunos da escola da Mata:
www.eb1-mata.rcts.pt

Acedido em Dezembro 30, 2005. http://www.belgais.org/Port/actividades_pt.asp?id_historico=45