segunda-feira, outubro 24, 2005

A escola como comunidade educativa

A comunidade educativa compõe-se pelos vários actores e agentes locais: escola, município, instituições e associações locais, ligados entre si por relações de parceria, de programas conjuntos, de protocolos de colaboração, contribuindo para a construção de um espaço educativo congruente que resulta da aplicação de uma determinada política educativa, com base num sistema educativo adequado. Este sistema educativo deve envolver uma «grande diversidade de actores e movimentos» (Fernandes, 2005, p.193) para que a acção educativa seja aberta «alargada e envolvente» (idem).
Neste contexto, a escola, partindo da unidade nacional do currículo, deve contemplar a diversidade cultural que um currículo deve assumir e, assim, privilegiar e caracterizar a diferença entre escolas, meios socias e culturais, respondendo a questões da seguinte natureza: quem somos? Para quem somos? Porque existimos? A quem nos dirigimos?
Bibliografia:
FERNANDES, A. Sousa. «Contextos da intervenção educativa local e a experiência dos municípios portugueses» em João Formosinho, António Sousa Fernandes, Joaquim Machado e Fernando Ilídio Ferreira, Administração da Educação. Lógicas burocráticas e lógicas de mediação, Porto: Edições Asa, 2005, pp. 193-221.

6 comentários:

Delfim Peixoto disse...

Bastaria que também os orgãos de gestão não servissem somente para 2 executar" as políticas mas sobretudo para animarem os docentes para o exercício nobre da Educação: EDUCAR.
Neste momento creio que por esse país fora se limitarão a " gerir" as directivas governamentais, sobretudo aquelas para as quais, muitos não estão preparados sequer ( gerir uma empresa)

AnaOliveira disse...

António, o que referes no post é tudo VERDADE e em algumas comunidades educativas já existe essa consciência... e algumas iniciativas já vão acontecendo... Mas, em termos práticos, o que poderia ser feito para generalizar essa consciência e vontade de fazer a todas as comunidades educativas (incluindo todos os parceiros?

AntonioPacheco disse...

Não há duvida que nestes últimos anos o poder central- Estado - tem sido atenuado com o reforço destas parcerias e o município tem assumido alguma coordenação e dinamização na política educativa do seu meio. É preciso continuar... muito há, ainda, para fazer neste sentido!

AntonioPacheco disse...

Ana, para responder à tua questão, penso que principalmente, é preciso a consciência de uma sensibilização, grande abertura, vontade de fazer, e cada um de nós pensar que a escola é a nossa realidade: é preciso desenvlovê-la. Aqui, não há bons, nem maus...como diz o Sérgio Godinho: «somos todos muito bons».
No que diz respeito ao poder político, - ainda de certa forma ligado com a nossa conversa anterior -, a construção de uma política educativa adequada, consistente, identificada com a realidade, é fundamental. Por outras palavras, o investimento na educação não pode ser, de forma alguma, subestimado. Penso que também aqui, parafraseando a Fórmula 1, «ainda estamos na volta de aquecimento».

AnaOliveira disse...

António, é mesmo aí que eu queria chegar com a minha pergunta... "cada um de nós pensar que a escola é a nossa realidade: é preciso desenvolvê-la"...
A meu ver a mobilidade dos professores é a causa de muitos problemas... É, sem dúvida, prejudicial para todos, principalmente para as crianças e suas famílias... (Um aspecto positivo, que encontro, é o contacto com as diferentes realidades sociais e culturais e a possibilidade de troca de saberes em contextos diversos).
Mas não justifica que muitos professores se fechem nas suas salas, alegando que "é só por um mês, um ano, etc. e que a culpa é do Estado e por isso nem vale a pena estar a investir muito!"?
Então o papel do Estado deve passar por formar, criar condições para o desenvolvimento da acção educativa e, também supervisionar... não se trata, de facto, de ver os bons e os maus, mas orientar aqueles que revelem maior dificuldade na adaptação à realidade social que envolve a escola.

AntonioPacheco disse...

Gostaria de ficar aqui contigo a discutir a questão, mas... tenho que ir trabalhar. Agora, tenho outra realidade...