terça-feira, novembro 01, 2005

Argumentos sintetizadores de Harmonia e Desarmonia

ARGUMENTOS SINTETIZADORES DE HARMONIA E DE DESARMONIA

A cultura pode ser elemento de enriquecimento e de partilha mas também elemento segregador e mesmo gerador de conflito entre indivíduos de diferentes origens.

Alguns tópicos geradores de harmonia:

Aspectos culturais como a gastronomia, a música, as artes plásticas, as artes populares, a dança ou a literatura podem contribuir para uma troca de experiências e conhecimentos entre indivíduos de diferentes origens, para uma cultura mais pluralista aberta à diversidade.
No entanto, para que esta partilha se efectue é necessário que na sociedade exista paz social, geradora de uma convivência harmoniosa entre indivíduos. Também o indivíduo tem que estar aberto para a descoberta do outro e de uma outra cultura, para novos conhecimentos, compreender que os seus valores e costumes culturais não são absolutos.
Reflectindo sobre a actual sociedade, consideramos fundamental a escola enquanto local para as pequenas mudanças culturais, abraçar a multiculturalidade, pois no mundo da globalização, a sociedade tem de conhecer e tratar de igual forma todos os seus membros.
A escola é o local ideal para gerar pequenas transformações, criar uma valorização de cada indivíduo, privilegiando os indivíduos de origens menos favorecidas. E por fim cada indivíduo deveria ter a possibilidade de sair do seu país pelo menos uma vez para saber o que é ser diferente, e observar os seus valores de uma outra perspectiva e conhecer novas realidades culturais.

Alguns tópicos sobre desarmonia:

A sociedade é uma estrutura com valores e costumes há muito estabelecidos, e alguns deles pouco aceitáveis numa sociedade secular e multicultural, são disso exemplo afirmações enraizadas que demonstram racismo ou regionalismos ( é disso exemplo o” não faças judiarias”).
A língua também pode ser elemento de desarmonia por segregar ou diferenciar negativamente quem não fala a língua da maioria. As crenças religiosas levadas ao extremo do fundamentalismo ( nos EUA havia quem defendesse que os livros das bibliotecas deveriam ser todos queimados excepto, a Bíblia ).
Todos os dias nos confrontamos com declarações, nos noticiários de políticos nada democráticos ( temos alguns tristes exemplos do actual presidente iraniano sobre o estado de Israel), mostrando que se “o mundo caminha no rumo certo também olha muitas vezes para traz”. Mesmo na Europa democrática e solidária as desigualdades sociais e gettos criados por grupos minoritários são um entrave ao pluralismo.


A cultura e as suas relações com o mundo

A cultura pode ser um elemento de enriquecimento e de partilha mas também elemento segregador e mesmo gerador de conflitos. Existem, portanto, pontos de encontro e desencontro.

Pontos de encontro:
- a gastronomia,
- a música,
- as artes plásticas e as populares,
- a dança,
- a abertura ao mundo novo:
diversidade,
- a afinidade,
- o entendimento comunicacional,
- a proximidade geográfica.

Pontos de desencontro

- as crenças religiosas e fundamentalismos,
-os regionalismos,
- os costumes segregadores,
- o não entendimento da lingua,
-as desigualdades sociais e económicas,
-a política,
- o racismo,
- a discriminação: incluindo a sexual e comportamentos desviantes da sociedade dominante,
- a distancia geográfica.

Grupo. António Pacheco , Denise, Ana Carreira , Delfim

4 comentários:

Margarida disse...

Gostei do trabalho que desenvolveram, mas há um pequeno pormenor com o qual discordo. Quando falam de "A escola é o local ideal para gerar pequenas transformações, criar uma valorização de cada indivíduo, privilegiando os indivíduos de origens menos favorecidas", penso que o resultado não é muito democrático. Todos os alunos merecem a mesma atenção, podendo alguns ter que receber mais alguma devido a dificuldades de aprendizagem, mas quando se fala de privilégios, todos devem ser tratados de igual modo. Todas as pessoas são iguais, diferenciando-se nas suas pequenas particularidades, mas todos devem ter os mesmos direitos.

anacarreira disse...

Margarida, respondo-te, enquanto autora do texto; de facto retirado do contexto, tens razão, mas...
Uma criança com graves problemas de adaptação à cultura onde está inserida (exemplo da língua), é uma criança com dificuldades de aprendizagem e (aqui eu corrijo) precisa de uma diferenciação positiva: não será isto privilegiar, colocando ao seu dispor mecanismos de aprendizagem que não podem ser utilizados numa sala de aula com mais de 20 alunos.

filomena disse...

Margarida para sermos justos e criar harmonia dentro da sala de aula, não podemos dar a mesma atenção, dedicar o mesmo tempo e de igual modo, para todos os alunos. Eu penso que cada um, deve receber conforme a sua carência, seja ela cognitiva, afectiva ou social.
Pessoalmente contar-te-ei uma situação caricata que estou a vivenciar na minha escola com alunos carenciados em todos os níveis.

Margarida disse...

Ana, respondendo à tua questão, não penso que isso se trate de privilégio, mas simplesmente de dar uma oportunidade à criança "carente", de modo a que está obtenha os mesmos direitos que os seus colegas. É claro que os alunos por serem todos diferentes, encontram-se em níveis diferentes na subida da escada da aprendizagem. Mas aqueles que se encontram mais no topo, isto é, que têm boas bases para superar as dificuldades de aprendizagem, para chegarem a algum sítio, não estarão eles numa situação já de si privilegiada? As crianças "carentes", com menos bases, devem realmente ter apoio na sua subida, mas não-o considero como um privilégio, mas como um método para chegar a uma "igualdade de oportunidades".