Se o Mundo, neste dia, fôsse governado por crianças, não nos iriamos sentir envergonhados?
Poderei estar enganado, ser um sonhador, mas quase tenho a certeza que em muitos casos, elas fariam melhor que os adultos, ou, pelo menos, tão bem!
quarta-feira, maio 31, 2006
quinta-feira, maio 18, 2006
O Processo de Bolonha
O Processo de Bolonha teve na sua origem a «Declaração da Sorbonne», assinada conjuntamente pelos ministros da Educação dos quatro maiores países europeus a 25 de Maio de 1998, pela comemoração dos 800 anos daquela Universidade francesa. O objectivo era «harmonizar a arquitectura do sistema de Ensino Superior europeu».
Esta iniciativa partiu dos chamados países ricos e criou um certo mau estar e reacção dos países mais pequenos, pelo facto destes não terem sido previamente consultados. Nesta altura em França discutia-se o seguinte documento: o Relatório Attali, que defendia um Modelo Europeu de Ensino Superior, nos seguintes termos: «sem uniformizar os seus sistemas, os países da Europa deverão optar por uma certa harmonização dos cursos e dos diplomas e definir um modelo europeu específico, nem burocrático nem dominado pelo mercado. Só ele terá a dimensão necessária para suster a mundialização e promover os valores próprios de um continente onde, pela primeira vez na história moderna, foi criada uma universidade».
O Relatório Attali propunha o famoso sistema 3-5-8, não sendo de estranhar que muita gente acreditasse que esse sistema era o proposto pela «Declaração da Sorbonne».
Em 1988, em Bolonha, os reitores das universidades europeias já tinham subscrito a «Magna Charta Universitatum»; neste contexto, um pouco em reacção à «Declaração da Sorbonne», realizou-se nesta cidade italiana, em Junho de 1999, uma cimeira ministerial envolvendo 29 países. A «Declaração de Bolonha», então assinada, ficou conhecida por The European Higher Education Área. No sentido de alcançar a harmonização e uniformização dos sistemas de Ensino Superior a nível europeu, propunha-se aumentar a competitividade dos sistemas de ensino e promover a mobilidade e a empregabilidade no espaço europeu. É precisamente neste documento que constam as primeiras linhas de acção:
- adopção de um sistema de graus compreensíveis e comparáveis;
- adopção de um sistema baseado em dois ciclos de ensino;
- estabelecimento de um sistema de acumulação e transferência de créditos;
- promoção da mobilidade de estudantes, docentes, investigadores e outros trabalhadores, através da remoção de obstáculos administrativos e legais ao reconhecimento de diplomas;
- promoção da cooperação europeia na avaliação da qualidade do Ensino Superior;
- promoção da dimensão europeia do Ensino Superior.
Em Maio de 2001, Praga, uma nova cimeira ministerial avaliou o progresso e definiu novas etapas para o «Processo de Bolonha», definindo três novas linhas de acção:
- inclusão de estratégias de aprendizagem ao longo da vida;
- envolvimento das instituições de Ensino Superior e dos estudantes como parceiros essenciais do processo;
- promoção do Espaço Europeu de Ensino Superior, quer a nível europeu quer mundial.
Neste mesmo encontro a ESIB (Associações Nacionais de Estudantes na Europa), entre outras entidades, foi considerada membro observador e juntou-se ao Grupo de Acompanhamento.
Em Berlim, Setembro de 2003, nova reunião decorreu tendo sido decidido acelerar o processo através do estabelecimento de um prazo intermédio (2005) para concretização das seguintes etapas:
- certificação da qualidade do Ensino Superior;
- adopção da estrutura de ensino baseada em dois ciclos principais;
- reconhecimento dos graus: Licenciatura, Mestrado, Doutoramento, e períodos de estudo, através da emissão gratuita de um suplemento ao diploma, num idioma amplamente falado na Europa. Os ministros consideraram, ainda necessário, alargar o objectivo de dois ciclos de estudo, pelo que foi adicionada uma décima linha de acção:
- inclusão dos programas de doutoramento como um terceiro ciclo, promovendo a ligação entre o Espaço Europeu de Ensino Superior e o Espaço Europeu de Investigação.
Em Maio de 2005, teve lugar nova cimeira, desta vez em Bergen, que deu mais um passo rumo ao objectivo de criar uma Área Europeia de Ensino Superior (AEES) até 2010. Neste encontro o Grupo de Acompanhamento do «Processo de Bolonha» comprometeu-se a:
- reforçar a dimensão social do Processo;
- remover os obstáculos à mobilidade até 2007;
- implementar as linhas orientadoras da gestão/certificação da qualidade;
- implementar as estruturas nacionais de qualificações;
- criar e reconhecer diplomas conjuntos;
- criar percursos flexíveis de aprendizagem.
A próxima conferência será realizada em Londres em 2007.
Esta iniciativa partiu dos chamados países ricos e criou um certo mau estar e reacção dos países mais pequenos, pelo facto destes não terem sido previamente consultados. Nesta altura em França discutia-se o seguinte documento: o Relatório Attali, que defendia um Modelo Europeu de Ensino Superior, nos seguintes termos: «sem uniformizar os seus sistemas, os países da Europa deverão optar por uma certa harmonização dos cursos e dos diplomas e definir um modelo europeu específico, nem burocrático nem dominado pelo mercado. Só ele terá a dimensão necessária para suster a mundialização e promover os valores próprios de um continente onde, pela primeira vez na história moderna, foi criada uma universidade».
O Relatório Attali propunha o famoso sistema 3-5-8, não sendo de estranhar que muita gente acreditasse que esse sistema era o proposto pela «Declaração da Sorbonne».
Em 1988, em Bolonha, os reitores das universidades europeias já tinham subscrito a «Magna Charta Universitatum»; neste contexto, um pouco em reacção à «Declaração da Sorbonne», realizou-se nesta cidade italiana, em Junho de 1999, uma cimeira ministerial envolvendo 29 países. A «Declaração de Bolonha», então assinada, ficou conhecida por The European Higher Education Área. No sentido de alcançar a harmonização e uniformização dos sistemas de Ensino Superior a nível europeu, propunha-se aumentar a competitividade dos sistemas de ensino e promover a mobilidade e a empregabilidade no espaço europeu. É precisamente neste documento que constam as primeiras linhas de acção:
- adopção de um sistema de graus compreensíveis e comparáveis;
- adopção de um sistema baseado em dois ciclos de ensino;
- estabelecimento de um sistema de acumulação e transferência de créditos;
- promoção da mobilidade de estudantes, docentes, investigadores e outros trabalhadores, através da remoção de obstáculos administrativos e legais ao reconhecimento de diplomas;
- promoção da cooperação europeia na avaliação da qualidade do Ensino Superior;
- promoção da dimensão europeia do Ensino Superior.
Em Maio de 2001, Praga, uma nova cimeira ministerial avaliou o progresso e definiu novas etapas para o «Processo de Bolonha», definindo três novas linhas de acção:
- inclusão de estratégias de aprendizagem ao longo da vida;
- envolvimento das instituições de Ensino Superior e dos estudantes como parceiros essenciais do processo;
- promoção do Espaço Europeu de Ensino Superior, quer a nível europeu quer mundial.
Neste mesmo encontro a ESIB (Associações Nacionais de Estudantes na Europa), entre outras entidades, foi considerada membro observador e juntou-se ao Grupo de Acompanhamento.
Em Berlim, Setembro de 2003, nova reunião decorreu tendo sido decidido acelerar o processo através do estabelecimento de um prazo intermédio (2005) para concretização das seguintes etapas:
- certificação da qualidade do Ensino Superior;
- adopção da estrutura de ensino baseada em dois ciclos principais;
- reconhecimento dos graus: Licenciatura, Mestrado, Doutoramento, e períodos de estudo, através da emissão gratuita de um suplemento ao diploma, num idioma amplamente falado na Europa. Os ministros consideraram, ainda necessário, alargar o objectivo de dois ciclos de estudo, pelo que foi adicionada uma décima linha de acção:
- inclusão dos programas de doutoramento como um terceiro ciclo, promovendo a ligação entre o Espaço Europeu de Ensino Superior e o Espaço Europeu de Investigação.
Em Maio de 2005, teve lugar nova cimeira, desta vez em Bergen, que deu mais um passo rumo ao objectivo de criar uma Área Europeia de Ensino Superior (AEES) até 2010. Neste encontro o Grupo de Acompanhamento do «Processo de Bolonha» comprometeu-se a:
- reforçar a dimensão social do Processo;
- remover os obstáculos à mobilidade até 2007;
- implementar as linhas orientadoras da gestão/certificação da qualidade;
- implementar as estruturas nacionais de qualificações;
- criar e reconhecer diplomas conjuntos;
- criar percursos flexíveis de aprendizagem.
A próxima conferência será realizada em Londres em 2007.
Referência Bibliográfica:
Carvalho, M. (2006). Origem e evolução do “Processo de Bolonha”. Spn informação, Ano XXI
II série (4), pp. 14-15.
Carvalho, M. (2006). Origem e evolução do “Processo de Bolonha”. Spn informação, Ano XXI
II série (4), pp. 14-15.
domingo, maio 14, 2006
Magistério...CEFOPE....IEC....e......??

Perdoeem-me os colegas e o Professor por aproveitar este espaço para exteriorizar uma sensação que tenho de que o edifício destas instituições irá fazer parte da minha vida.
Explicando: Desde 1981 fui professor de Movimento, Música e drama da Escola do Magistério de Guimarães e logo no ano seguinte fui convidado a fazer parte do corpo docente da Escola do Magistério Primário de Braga, o que muito me honrou, não só por ir fazer parte de um corpo docente liderado por uma pessoa que desde criança admiro, desde o Conservatório ( Dr. Manuel dos Santos), mas tambem por voltar à minha cidade .
Ora, quando esta instituição passou a fazer parte da Universidade do Minho, denominando-se CEFOPE foi, em 1989 um adeus à instituição e ao edifício.
Passados alguns anos, reentrei neste espaço como aluno, para realizar o meu estágio para a docência no Segundo Ciclo, logo seguindo para um CESE - Licenciatura em Educação Musical, que concui em 1996, fechando o CEFOPE que passou a denominar-se I.E.C. Instituto de Estudos da Criança. Este ano, como sabem, preparo-me para concluir o Primeiro Ano do Curso de Mesrado em Educação Musical e qual a minha admiração em ter-me apercebido que mais uma vez irei " mudar de instalações" para o Campus de Gulatar.
Bom, nada de especial nisto tudo a não ser a coincidência de eu já ter assistido ao " final" de três " ocupantes" deste edifício tão nobre e que definitivamente ( perdoeem-me o desabafo) irá estar sempre presente na minha memória, aliado ao facto de talvez ser a única pessoa ( ou das poucas ) que viveu estes três momentos!
De facto, concordo com quem diz que " as pedras também falam"!
sábado, abril 29, 2006
Dia Mundial da Dança
Hoje é o Dia Mundial da Dança.
Uma oportunidade para fazermos mais uma reflexão sobre o ensino artístico português... «mas dancemos já que temos a dança começada».
Uma oportunidade para fazermos mais uma reflexão sobre o ensino artístico português... «mas dancemos já que temos a dança começada».
sexta-feira, abril 14, 2006
Arte, Cinema, Educação

Imagens que nos encantam e mostram a ligação entre a arte do cinema, a ciência e a educação.
A “Sloan Foundation” oferece prémios a escolas de Arte e Cinema, cujos alunos façam films sobre ciência. Quase todos os filmes são curtas-metragens sobre um tema científico, como por exemplo “Chasing Patterns” descobrir os padrões existentes na natureza, “Concrete” sobre as plantas numa cidade ou “Paprika” sobre Albert Szent-Györgyi, prémio Nobel em 1937 pelo seu trabalho no isolamento da vitamina C (para ver os filmes clicar aqui).
O cinema, assim como a fotografia, a dança, etc, como forma de arte não ocupam um espaço muito significativo no currículo escolar, ampliando a um desconhecimento sobre o que é arte mas sobretudo a uma estranheza quando se associa o cinema a esta categoria. Mas pode o professor usar a “arte” para desenvolver o seu currículo disciplinar? Sim, estes pequenos filmes são um belíssimo exemplo dessa possibilidade. Assim, talvez se contribua para um crescente prazer no contacto com diferentes meios de expressão artística e numa melhor compreensão sobre a sua possibilidade de integração no contexto escolar.
*As imagens foram retiradas de http://www.movingimage.us/science/ acedido em Abril 14, 2006. Correspondem aos filmes: Concrete de Andy Watts, 15 minutos; Chasing Patterns de Monika Henning, 17 minutos; Paprika de Katalin Nivelt Anguelov, 7minutos.
sexta-feira, abril 07, 2006
Jubilação do nosso Professor!

Cerimónia de Jubilação do Prof. Doutor Cândido Varela de Freitas
Anfiteatro B1 - Complexo Pedagógico 2, Campus de Gualtar, quinta-feira, 20-04-2006
No próximo dia 20 de Abril de 2006, pelas 17.00 horas, realiza-se a Cerimónia de Jubilação do Professor Doutor Cândido Varela de Freitas, professor catedrático do Instituto de Estudos da Criança. A cerimónia terá lugar no Anfiteatro B1 - Complexo Pedagógico 2, no Campus de Gualtar, em Braga.À Cerimónia Protocolar seguir-se-á um Jantar de Homenagem que terá lugar pelas 20:00 horas, no Restaurante Panorâmico da Universidade do Minho, Campus de Gualtar, Braga.As inscrições para o Jantar poderão ser efectuadas até às 17:00 horas do dia 14 de Abril, com a Secretária da Presidência do Instituto de Estudos da Criança, Engª Maria da Luz Bacelar, através dos seguintes contactos:
contactos
Secretaria da Presidência do Instituto de Estudos da CriançaTel: 253 601 216 Fax: 253 616 684 email:iec@iec.uminho.pt
No próximo dia 20 de Abril de 2006, pelas 17.00 horas, realiza-se a Cerimónia de Jubilação do Professor Doutor Cândido Varela de Freitas, professor catedrático do Instituto de Estudos da Criança. A cerimónia terá lugar no Anfiteatro B1 - Complexo Pedagógico 2, no Campus de Gualtar, em Braga.À Cerimónia Protocolar seguir-se-á um Jantar de Homenagem que terá lugar pelas 20:00 horas, no Restaurante Panorâmico da Universidade do Minho, Campus de Gualtar, Braga.As inscrições para o Jantar poderão ser efectuadas até às 17:00 horas do dia 14 de Abril, com a Secretária da Presidência do Instituto de Estudos da Criança, Engª Maria da Luz Bacelar, através dos seguintes contactos:
contactos
Secretaria da Presidência do Instituto de Estudos da CriançaTel: 253 601 216 Fax: 253 616 684 email:iec@iec.uminho.pt
in http://www.iec.uminho.pt
terça-feira, março 28, 2006
Cinema na Educação
Durante a licenciatura, para o futuro exercício da função de professora, foi-me dado a visionar em contexto de aula, o filme “Mentes Perigosas”. A estória passa-se nos EUA, e fala de uma professora que vai para uma escola pública na qual lhe é atribuída uma turma muito difícil, que se caracteriza por ter alunos que provêm de bairro sociais onde a violência, a falta de dinheiro e de cultura predominam. Depois do choque inicial desta professora, de lutar contra o estereótipo em relação ao grupo de alunos e da falta de interesse instalada na escola em relação ao sucesso dos mesmos, ela consegue conquistar a turma.
A professora e personagem principal também me conquistou enquanto espectadora atenta, e durante o filme senti-me várias vezes no papel da professora e muitas vezes também no papel de um ou outro aluno. Este é o poder do cinema … dá-se o papel principal, o “heroísmo” aos personagens que muitas vezes na “vida-real” se encontram em segundo plano enquanto o espectador pode viver virtualmente vários papéis. Este filme fez com que durante algum tempo estivesse mais desperta e até reivindicativa da a necessidade de pedagogias diferenciadas … Mas na verdade, só quando dei aulas pela primeira vez consegui, de forma inesquecível, perceber melhor os vários personagens e reflectir genuinamente sobre o conteúdo do filme.
Como escreveu a Isabel Salgado no comentário ao post de 6 de Março, «é necessário criar defesas […] através do conhecimento desta forma de expressão» para que não confundamos o cinema com a vida real, pois ninguém me diz, que há mais de trinta anos atrás em alguma escola de formação de professore não tenham projectado um outro filme, talvez com outros personagens em primeiro plano e que tenham procurado fazer os futuros professores sentirem que deveriam desempenhar o seu papel de determinada forma!
segunda-feira, março 13, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
Para a Mulher
segunda-feira, março 06, 2006
Educação artística é o mote
Cerca de 750 especialistas nacionais e estrangeiros participam a partir de hoje, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na 1.ª Conferência Mundial sobre Educação Artística, organizada pela UNESCO para promover o papel das artes no desenvolvimento humano. Manuela Galhardo, secretária executiva da Comissão Nacional da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), explicou que um dos objectivos da conferência é "criar directrizes que venham a ser aplicadas no sector da educação dos países-membros". "A educação artística tem sido rotulada como uma área menor, mas deve ser considerada um bem social tal como a saúde", defendeu a responsável, comentando que este tema tem vindo a ganhar importância a nível mundial. A conferência, que decorre durante quatro dias, irá reunir professores, investigadores e peritos ligados ao ensino das práticas artísticas, nomeadamente artes visuais, performativas, dança, música, teatro, escrita criativa e poesia. A conferência, uma organização conjunta dos ministérios da Educação, da Cultura, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e dos Negócios Estrangeiros, conta, na sessão de hoje, com a presença do secretário-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura .
J.N., 06 de Março 2006
Os Óscares sugeriram-me…
… que seria interessante reflectirmos sobre o cinema enquanto criação artística e as suas relações com a cultura – e com o currículo…
Quem se sente interessado em dar uma opinião, partindo eventualmente dos Óscares deste ano, que a comunicação social sugere terem representado uma viragem no que era habitual num passado recente, pela nomeação de filmes com temas sociais fortes e polémicos?
sábado, março 04, 2006
Duas palavras
Deliberadamente, tenho estado ausente do nosso blog. Não queria voltar sem dar por finda a última etapa do nosso encontro – dar conta a cada um da minha decisão em relação à classificação decorrente da avaliação na unidade curricular Currículo e Cultura. Cumprida hoje essa obrigação, posso juntar-me ao grupo que partilhou, nos últimos meses, um objectivo que assumiu, por um lado por necessidade contratual, digamos assim, mas por outro por autêntico prazer de reflectir sobre temas da educação e da cultura. Foi assim que vos vi, estudantes inscritos numa unidade obrigatória mas ao mesmo tempo interessados, colaborantes, eu quase diria cúmplices, querendo dar um sentido diferente às suas actividades na sala de aula e também fora dela. Haverá melhor prova do que este blog?
Há, depois, a simpatia de terem querido que partilhasse convosco os momentos tão agradáveis do “sábado delicioso” que ocorreu há quinze dias e que foi tão documentado aqui. Mais: houve a lembrança única de perpetuarem a vossa lembrança numa memória tão criativamente imaginada, a tal que me deixou sem palavras – e ainda hoje não sei bem como qualificá-la. Aceito-a, claro, como vossa, mas ela simbolizará (e não se importarão por isso) as relações de amizade com todos (ou quase todos) os que encontrei no caminho desta profissão que sempre quis e de que me orgulho.
Continuaremos a encontrar-nos por aqui.
domingo, fevereiro 05, 2006
O Blog da Escola da Ponte
A Escola da Ponte tem um Blog!
E neste nosso Blog de alunos de mestrado, partilha-se a ligação para o Blog de alunos da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico da Ponte: http://www.escola-da-ponte.weblog.com.pt/
E neste nosso Blog de alunos de mestrado, partilha-se a ligação para o Blog de alunos da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico da Ponte: http://www.escola-da-ponte.weblog.com.pt/
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
O primeiro Vôo de Luis de Freitas Branco

O primeiro airbus 330(?) foi baptizado hoje com o nome de Luis de Freitas Branco, compositor, sendo a sua bisneta a madrinha, hospedeira de bordo da TAP. Este avião teve o seu primeiro voo para Barcelona.
Considero importante assinalar o acontecimento, merecendo da minha parte uma grande alegria.
É uma homenagem merecida, e levará pelos vários locais onde vai poisar um nome importante para a nossa Cultura Musical.
Afinal, parece que algo poderá estar em mudança. Esperemos que sim!
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Dançando...no I.E.C.
Comecei hoje um Curso de Dança educativa no I.E.C.
Encontrei lá algumas colegas do Mestrado de Educação Visual e Plástica, e outros/as colegas de há longa data de Educação Musical.
Ao início, tive a sensação de estar uns anos atrás, quando fazia as minhas aulas de Expressão Corporal, com uma Bailarina do Ballet Gulbenkian.
Somos ( imaginem) 56(?). Foi muito bom...relaxar, voltar a saltar, e perder o medo de " perder os parafusos " da coluna ( se o meu cirurgião sabe, vai pedir ao nosso professor para ir dar aulas no Hospital..rsrsrs). Na verdade pensei que não conseguiria voltar a dançar, mas aconteceu! Estou felicíssimo por saber que afinal, " parar é morrer".
Para além disto, resta-me reviver algumas aulas de Currículo e publicar que hoje, desenvolvemos as nossas competências culturais, o nosso currículo foi " aberto", sendo esta uma manifestação cultural no nosso espaço de estudo. Acrescentando que foi uniformizadora a dinâmica da aula, integradora ( homens iguais a mulheres, várias áreas representadas, ) Cultura visivel, uns plásticos, outros músicos , e invisível -eu náo sabia que muitas das "plásticas" tinham tanto sentido de Ritmo. Foi Muito Bom!
Encontrei lá algumas colegas do Mestrado de Educação Visual e Plástica, e outros/as colegas de há longa data de Educação Musical.
Ao início, tive a sensação de estar uns anos atrás, quando fazia as minhas aulas de Expressão Corporal, com uma Bailarina do Ballet Gulbenkian.
Somos ( imaginem) 56(?). Foi muito bom...relaxar, voltar a saltar, e perder o medo de " perder os parafusos " da coluna ( se o meu cirurgião sabe, vai pedir ao nosso professor para ir dar aulas no Hospital..rsrsrs). Na verdade pensei que não conseguiria voltar a dançar, mas aconteceu! Estou felicíssimo por saber que afinal, " parar é morrer".
Para além disto, resta-me reviver algumas aulas de Currículo e publicar que hoje, desenvolvemos as nossas competências culturais, o nosso currículo foi " aberto", sendo esta uma manifestação cultural no nosso espaço de estudo. Acrescentando que foi uniformizadora a dinâmica da aula, integradora ( homens iguais a mulheres, várias áreas representadas, ) Cultura visivel, uns plásticos, outros músicos , e invisível -eu náo sabia que muitas das "plásticas" tinham tanto sentido de Ritmo. Foi Muito Bom!
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Ser português!
Esta manhã no programa “Antena Aberta” na estação de rádio Antena1, a conversa era sobre o tema: características típicas do povo português. Só ouvi os últimos 10 minutos do programa, com a intervenção de uma ouvinte e o resumo do programa, feito por um convidado em estúdio.
A intervenção da ouvinte foi no sentido de dar exemplos do “ser tipicamente português” em comparação com outros povos com quem conviveu. Falou sobre o povo americano e a forma como reage às catástrofes naturais (furacões), que frequentemente acontecem no seu país. Para esta ouvinte, uma característica típica do povo norte americano é a de um optimismo latente, que os leva a reagir rapidamente à destruição provocada por tais catástrofes e darem início a uma rápida reconstrução, sem perderem muito tempo com lamentações sobre o sucedido. Em seu entender, o povo português reage de forma contrária, perde demasiado tempo a falar sobre o que de negativo sucedeu e demora mais tempo a reagir para a reconstrução.
O convidado em estúdio, da área da psicologia, reafirmou que de acordo com os seus estudos sobre a maneira de comunicar dos portugueses, existem de facto características típicas como os gestos, as expressões faciais e também o estarem sempre a lamentar-se sobre as coisas que não decorrem bem.
Sabe-se que os portugueses quando conversam estão fisicamente próximos da outra pessoa, mas nos países árabes a proximidade física na comunicação é ainda maior, o que é claramente uma característica cultural (invisível).
Os gestos na comunicação, fascinam-me desde a infância.
«Era muito pequenina, devia ter mais ou menos três anos, enquanto sozinha observava fascinada a forma como os adultos se mexiam enquanto falavam. Mexer as mãos, o tronco, a cabeça, mas porquê? Que bonito que ficava. Algumas vezes enquanto brincava sozinha, fazia tentativas de me “mexer como os adultos”. […] Ao brincar fazia de conta que era adulta e que falava com outro adulto, reproduzia sons que me pareciam mais complicados no meio de palavras que conseguia pronunciar, e tentava mexer as mãos os braços e abanar a cabeça. Recordo-me de uma tentativa […] consegui conjugar a pronúncia de sons complicados, com os movimentos da cabeça, com os expansivos gestos dos braços e mãos. Que alegria, consegui comunicar como um adulto! Corri para partilhar a notícia. Depois dessa tentativa bem sucedida demorei muito tempo até conseguir de novo […] conjugar num só momento o que representava para mim a beleza visual da comunicação entre pessoas. Curioso é ter consciência, hoje, que o que eu considerei beleza aos três anos de idade ainda considero aos vinte e seis anos.» 1
1 Pinto, Marta (2005) Estética vivida. Manuscrito não publicado.
Notas para a cultura pós-moderna
A ideia de «pós-modernismo» surgiu pela primeira vez na década de 1930, no mundo hispânico, uma geração antes do seu aparecimento na Inglaterra e nos EUA. Perry Anderson, conhecido pelos seus estudos dos fenómenos culturais e políticos contemporâneos, em «As Origens da Pós-Modernidade» (1999), conta que foi um amigo de Unamuno e Ortega, Frederico de Onís, que aplicou o termo pela primeira vez, embora descrevendo um refluxo conservador dentro do próprio modernismo. No entanto, seria o filósofo francês Jean-François Lyotard, com a publicação «A Condição Pós-Moderna» (1979), que faria a expansão do uso do conceito.
Na sua origem, pós-modernismo significava a perda da historicidade e o
fim da «grande narrativa» – o que no campo estético significou o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras do passado.
A obra de Frederic Jameson «Pós-Modernismo» (1991), enumera os seguintes ícones desse movimento: na arte, Andy Warhol e a pop art, o fotorrealismo e o neo-expressionismo; na música, John Cage, mas também a síntese dos estilos clássico e «popular» que se vê em compositores como Philip Glass e Terry Riley e, também, o «punk rock e a new wave»; no cinema, Godard; na literatura, William Burroughs, Thomas Pynchon e Ishmael Reed, de um lado, «e o nouveau roman francês e sua sucessão», do outro. Na arquitectura, entretanto, os seus problemas teóricos são mais consistentemente articulados e as modificações da produção estética são mais visíveis.
Jameson aponta a imbricação entre as teorias do pós-modernismo e as «generalizações sociológicas» que anunciam um tipo novo de sociedade, mais conhecido pela alcunha «sociedade pós-industrial».
Na sua origem, pós-modernismo significava a perda da historicidade e o
fim da «grande narrativa» – o que no campo estético significou o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras do passado.A obra de Frederic Jameson «Pós-Modernismo» (1991), enumera os seguintes ícones desse movimento: na arte, Andy Warhol e a pop art, o fotorrealismo e o neo-expressionismo; na música, John Cage, mas também a síntese dos estilos clássico e «popular» que se vê em compositores como Philip Glass e Terry Riley e, também, o «punk rock e a new wave»; no cinema, Godard; na literatura, William Burroughs, Thomas Pynchon e Ishmael Reed, de um lado, «e o nouveau roman francês e sua sucessão», do outro. Na arquitectura, entretanto, os seus problemas teóricos são mais consistentemente articulados e as modificações da produção estética são mais visíveis.
Jameson aponta a imbricação entre as teorias do pós-modernismo e as «generalizações sociológicas» que anunciam um tipo novo de sociedade, mais conhecido pela alcunha «sociedade pós-industrial».
A sua argumentação assenta na base que «qualquer ponto de vista a respeito do pós-modernismo na cultura é ao mesmo tempo, necessariamente, uma posição política, implícita ou explícita, com respeito à natureza do capitalismo multinacional em nossos dias».
Vale observar que Perry Anderson, ao ser convidado a fazer a apresentação do livro de Jameson, acabou por escrever o seu próprio «As origens da pós-modernidade», constituindo assim uma espécie de «introdução» ao conceito. Nele diz que o modernismo era tomado por imagens de máquinas [as indústrias] enquanto que o pós-modernismo é usualmente tomado por «máquinas de imagens» (p.105) da televisão, do computador, da Internet e do shopping centers. A modernidade era marcada pela excessiva confiança na razão, nas grandes narrativas utópicas de transformação social, e o desejo de aplicação mecânica de teorias abstractas à realidade. Jameson observa que «essas novas máquinas podem se distinguir dos velhos ícones futuristas de duas formas interligadas: todas são fontes de reprodução e não de «produção» e já não são sólidos esculturais no espaço. O gabinete de um computador dificilmente incorpora ou manifesta suas energias específicas da mesma maneira que a forma de uma asa ou de uma chaminé» (citado por Anderson, p.105).
Vale observar que Perry Anderson, ao ser convidado a fazer a apresentação do livro de Jameson, acabou por escrever o seu próprio «As origens da pós-modernidade», constituindo assim uma espécie de «introdução» ao conceito. Nele diz que o modernismo era tomado por imagens de máquinas [as indústrias] enquanto que o pós-modernismo é usualmente tomado por «máquinas de imagens» (p.105) da televisão, do computador, da Internet e do shopping centers. A modernidade era marcada pela excessiva confiança na razão, nas grandes narrativas utópicas de transformação social, e o desejo de aplicação mecânica de teorias abstractas à realidade. Jameson observa que «essas novas máquinas podem se distinguir dos velhos ícones futuristas de duas formas interligadas: todas são fontes de reprodução e não de «produção» e já não são sólidos esculturais no espaço. O gabinete de um computador dificilmente incorpora ou manifesta suas energias específicas da mesma maneira que a forma de uma asa ou de uma chaminé» (citado por Anderson, p.105).
A chamada «pós-modernidade», para Gianni Vattino (2001), «aparece como uma espécie de Renascimento dos ideais banidos e cassados pela nossa modernidade racionalizadora. Esta modernidade teria terminado a partir do momento em que não podemos mais falar da história como algo de unitário e quando morre o mito do Progresso. É a emergência desses ideais que seria responsável por toda uma onda de comportamentos e de atitudes irracionais e desencantados em relação à política e pelo crescimento do cepticismo face aos valores fundamentais da modernidade. Estaríamos a dizer Adeus à modernidade, à Razão (Feyerabend). (…) Que esperança podemos depositar no projecto da Razão emancipada quando sabemos que o financeiro é submetido ao jogo cego do mercado? Como pode o homem ser feliz no interior da lógica do sistema, onde só tem valor o que funciona segundo previsões, onde seus desejos, suas paixões, necessidades e aspirações passam a ser racionalmente administrados e manipulados pela lógica da eficácia económica que o reduz ao papel de simples consumidor».
O pensador brasileiro Sérgio Paulo Rouanet no seu estudo «As origens do Iluminismo» (1987) oportunamente observa que o prefixo pós tem muito mais o sentido de exorcizar o velho (a modernidade) do que de articular o novo (o pós-moderno). Ou seja, o que há é uma «consciência de ruptura», que o autor não considera uma «ruptura real». Rouanet escreve:
«depois da experiência de duas guerras mundiais, depois de Aushwitz, depois de Hiroshima, vivendo num mundo ameaçado pela aniquilação atómica, pela ressurreição dos velhos fanatismos políticos e religiosos e pela degradação dos ecossistemas, o homem contemporâneo está cansado da modernidade. Todos esses males são atribuídos ao mundo moderno. Essa atitude de rejeição se traduz na convicção de que estamos transitando para um novo paradigma. O desejo de ruptura leva à convicção de que essa ruptura já ocorreu, ou está em vias de ocorrer (...). O pós-moderno é muito mais a fadiga crepuscular de uma época que parece extinguir-se ingloriosamente que o hino de júbilo de amanhãs que despontam. À consciência pós-moderna não corresponde uma realidade pós-moderna. Nesse sentido, ela é um simples mal-estar da modernidade, um sonho da modernidade. É literalmente, falsa consciência, porque consciência de uma ruptura que não houve, ao mesmo tempo, é também consciência verdadeira, porque alude, de algum modo, às deformações da modernidade».
O pensador brasileiro Sérgio Paulo Rouanet no seu estudo «As origens do Iluminismo» (1987) oportunamente observa que o prefixo pós tem muito mais o sentido de exorcizar o velho (a modernidade) do que de articular o novo (o pós-moderno). Ou seja, o que há é uma «consciência de ruptura», que o autor não considera uma «ruptura real». Rouanet escreve:
«depois da experiência de duas guerras mundiais, depois de Aushwitz, depois de Hiroshima, vivendo num mundo ameaçado pela aniquilação atómica, pela ressurreição dos velhos fanatismos políticos e religiosos e pela degradação dos ecossistemas, o homem contemporâneo está cansado da modernidade. Todos esses males são atribuídos ao mundo moderno. Essa atitude de rejeição se traduz na convicção de que estamos transitando para um novo paradigma. O desejo de ruptura leva à convicção de que essa ruptura já ocorreu, ou está em vias de ocorrer (...). O pós-moderno é muito mais a fadiga crepuscular de uma época que parece extinguir-se ingloriosamente que o hino de júbilo de amanhãs que despontam. À consciência pós-moderna não corresponde uma realidade pós-moderna. Nesse sentido, ela é um simples mal-estar da modernidade, um sonho da modernidade. É literalmente, falsa consciência, porque consciência de uma ruptura que não houve, ao mesmo tempo, é também consciência verdadeira, porque alude, de algum modo, às deformações da modernidade».
Referência:
www.espacoacademico.com.br
www.espacoacademico.com.br
terça-feira, janeiro 24, 2006
Um bom professor…
«Numa entrevista na rádio perguntaram, ao extraordinário e original trompetista de jazz Dizzie Gillespie se tinha sido a falta de qualquer ensino especializado que lhe tinha desenvolvido um tal estilo, tão altamente criativo e individual. Ele respondeu de modo muito enfático: “Não, eu diria que não. Um professor ajuda a cortar caminho”. O entrevistador insistiu e perguntou: “ Mas um professor não poderia ter limitado o desenvolvimento do seu estilo particular, pelo menos, em certa medida?” Ao que respondeu: “Um bom professor, não”.» *
* Best, D. (1996). A racionalidade do Sentimento, (pp. 145-146). Lisboa: Edições ASA.
* Best, D. (1996). A racionalidade do Sentimento, (pp. 145-146). Lisboa: Edições ASA.
domingo, janeiro 22, 2006
Imagens do visível e invisível na cultura
[Fig.1.] Imagem original, Adriana Partimpim (CD). (2004). Trabalho sobre a imagem de Marta Pinto (2006).
[Fig.2.] Palhaço, de Marta Pinto (2001), trabalho sobre a imagem de Marta Pinto (2006).
[Fig.3.] Fotografia original de Janine Mehretu, acedida (Janeiro 3, 2006) a partir de http://www.insite05.org/index.php trabalho sobre a imagem de Marta Pinto (2006).
sexta-feira, janeiro 20, 2006
A primeira mestra em Educação Musical pelo IEC
Assistimos hoje à primeira dissertação de mestrado em Estudos da Criança - Educação Musical, da Mafalda (?). Avaliação máxima por unanimidade.
Parabéns!
Parabéns!
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